Europa

Bombeiros combatem fogo que se aproxima de Atenas

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Bombeiros enfrentam nesta segunda-feira o terceiro dia de combate a incêndios florestais que ameaçam se propagar por áreas ao norte da capital da Grécia, Atenas.

Milhares de moradores de alguns subúrbios na região receberam no domingo ordem para abandonar suas casas. Quase toda a população de Ágios Stéfanos, 23 quilômetros ao norte da capital grega, fugiu em veículos ou a pé. Mas há indícios de uma melhora na situação, de acordo com um porta-voz do governo grego.

Os ventos fortes e imprevisíveis que levaram ao surgimento de mais de 80 focos de incêndio no norte de Atenas perderam um pouco de sua velocidade durante a noite.

O porta-voz do governo grego, Panos Livadas, disse à BBC: "As coisas estão muito melhores esta manhã. O perigo mais imediato passou."

A cidade de Maratona, ao norte da capital, foi cercada pelas chamas mas parece ter sido poupada. Nela há vários monumentos arqueológicos e museus.

Fumaça

Ao amanhecer, aeronaves retomaram o trabalho de lançar água sobre as chamas, em uma operação que conta com a participação de França, Itália e Chipre.

De acordo com o correspondente da BBC em Atenas, Dominic Hughes, vastas áreas estão desertas - presentes apenas bombeiros, militares, a polícia e alguns moradores da região que se recusaram a deixar suas casas. Muitos tentavam defender suas casas desesperadamente, usando baldes, mangueiras e pás para impedir o avanço das chamas.

Um morador da capital disse que o fogo teve um grande impacto na cidade. "Pode-se sentir o cheiro, não importa o quão longe se vá. Há uma nuvem espessa de fumaça sobre toda a Atenas", disse Katerina Drakopoulos.

Quase 2 mil bombeiros e soldados combatem o fogo ao lado de centenas de voluntários. Os incêndios são os piores desde 2007, quando mais de 70 pessoas morreram, e estão sendo considerados um desastre ambiental.

Emergência

Dezenas de casas nas redondezas da capital foram destruídas e foi declarado estado de emergência na região. Até agora não há relatos de feridos ou mortos.

O primeiro-ministro grego, Costas Karamanlis, disse que o país está enfrentando “um verdadeiro horror”, mas elogiou a ação das operações de resgate.

O fogo, que queima uma área com 50 quilômetros de extensão, começou na noite de sexta-feira e se espalhou rapidamente.

O primeiro foco de incêndio teria surgido perto de um depósito de lixo em Grammatiko, perto da cidade de Maratona, ao norte de Atenas. O fogo se espalhou, atingindo a cidade de Varvanas. Na manhã deste domingo, chegou aos subúrbios de Drafi, Pendeli, Pikermi e Palin, na capital.

Dois hospitais infantis, um acampamento de férias e uma clínica psiquiátrica foram evacuados.

Outros focos de incêndio também atingem Viotia, no centro da Grécia, e as ilhas de Zakynthos, que já havia sido atingida por um outro incêndio este ano, Skyros e Evia.

Em julho, dezenas de focos de incêndio queimaram milhares de hectares na Grécia, Espanha, França e Itália.

Segundo o grupo ambientalista Greenpeace, ondas de calor acompanhadas pelo ar seco estão provocando grandes e incontroláveis incêndios florestais na região mediterrânea.

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