Suprema Corte de Honduras rejeita volta de presidente deposto

Manuel Zelaya
Image caption Suprema Corte disse que Manuel Zelaya será preso se voltar ao país.

A Suprema Corte de Honduras rejeitou neste domingo o acordo mediado pela Costa Rica para retornar o presidente deposto Manuel Zelaya ao poder.

O tribunal também deu legitimidade ao governo interino de Roberto Micheletti e disse que Zelaya será preso caso volte ao país.

A decisão ocorre na véspera de uma visita de uma delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA), que apóia a proposta costarriquenha.

A Suprema Corte disse ainda que Zelaya enfrenta várias acusações, incluindo crimes contra o governo, traição e abuso de poder, e que seria julgado caso voltasse a Honduras.

Golpe

Segundo a corte, o governo de Micheletti foi instaurado como parte de uma “sucessão constitucional” legítima.

Correspondentes dizem que o presidente interino está cada vez mais confiante de que poderá permanecer no poder até as eleições, no final de novembro.

A decisão da Suprema Corte é um golpe à proposta mediada pelo presidente costarriquenho, Oscar Arias, para tentar acabar com a crise.

Na proposta, Zelaya seria restaurado ao poder como presidente, enquanto Micheletti voltaria ao cargo que tinha antes do golpe, de presidente do Parlamento de Honduras, e eleições antecipadas seriam convocadas.

Zelaya está no exílio desde 28 de junho, quando um golpe o tirou do poder após divergências sobre sua proposta de um referendo a respeito de mudanças constitucionais.

Seus críticos dizem que ele queria remover o atual limite para que presidentes sirvam apenas um mandato, abrindo caminho para sua reeleição.

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