Casal acusado de sequestrar Jaycee Dugard se diz inocente

Phillip e Nancy Garrido
Image caption A propriedade de Phillip e Nancy Garrido está sendo revistada por indícios de outros crimes

Phillip Garrido, de 58 anos, e a esposa Nancy, de 54, supostos sequestradores de Jaycee Lee Dugard - uma mulher libertada na Califórnia depois de 18 anos de confinamento, se declararam inocentes no caso.

Pesam sobre o casal 29 acusações relacionadas a sequestro, estupro e aprisionamento.

Jaycee Lee Dugard foi arrastada para dentro de um carro em 1991, quando aguardava o ônibus escolar perto de sua casa em South Lake Tahoe, na Califórnia. Ela tinha 11 anos de idade.

Phillip Garrido é acusado de ter estuprado a menina quando ela tinha 14 anos e ter tido com ela duas filhas, hoje com 11 e 15 anos.

Dugard foi libertada na última quarta-feira, quando foi com o casal a uma delegacia para resolver um caso separado.

Ela reencontrou a mãe na quinta-feira. O padrasto, Carl Probyn, afirmou em entrevista à emissora de TV americana, CBS, que Jaycee e as filhas que supostamente teve com o sequestrador "estão bem".

Segundo Probyn, a ex-mulher disse a ele que Jaycee "se sente culpada pelos vínculos que tem com este homem."

"Jaycee tem sentimentos por este cara. Ela sente realmente que é quase como um casamento."

Assassinato

A polícia da Califórnia disse que está revistando a propriedade dos Garrido em Antioch, perto de São Francisco, em busca de provas ligadas ao assassinato não solucionado de várias prostitutas na década de 90.

Vários corpos foram encontrados em uma área industrial perto de onde Garrido trabalhava.

Anteriormente, a polícia admitiu ter perdido uma oportunidade de resgatar Jaycee Lee Dugard há três anos. Durante uma entrevista coletiva na sexta-feira, um porta-voz da polícia, xerife Warren Rupf, afirmou que, em novembro de 2006, após uma ligação de um vizinho, um policial foi até o local onde Dugard estaria sendo mantida como refém, sem, no entanto, entrar na casa de Phillip Garrido.

“A pessoa que ligou afirmou que Garrido era psicótico e era viciado em sexo”, afirmou Rupf.

O xerife pediu desculpas pela falha e afirmou que, na época, o policial que foi até o local não tinha acesso à informação de que Garrido era acusado de outros crimes sexuais.

“Eu peço desculpas para as vítimas e aceito a responsabilidade de ter perdido uma oportunidade anterior de salvar Jaycee”, afirmou Rupf.

Garrido cumpriu pena de prisão por sequestro e estupro de uma mulher em 1976.

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