Grã-Bretanha

Velejadora tetraplégica dá volta na Grã-Bretanha

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Uma velejadora tetraplégica se tornou a primeira a dar a volta na Grã-Bretanha sozinha.

Hilary Lister, de 37 anos, realizou a façanha em um barco especialmente adaptado, que ela opera com a boca, assoprando e aspirando em três canudos.

A velejadora foi aplaudida ao chegar de volta ao porto de Dover, no sudeste da Inglaterra. Ela se disse feliz por chegar em casa depois da viagem, e afirmou estar pronta para o próximo desafio.

Lister contou com a ajuda de um barco de apoio durante o trajeto. Os integrantes de sua equipe vinham ao seu barco para içar e baixar a vela, além de trazerem alimentos e remédios para a velejadora.

Problemas

Hilary Lister enfrentou diversos problemas na jornada. O esforço começou em maio deste ano, mas teve de ser interrompido um mês depois, quando ela foi resgatada do mar agitado de Pembrokeshire e precisou de tratamento hospitalar.

A velejadora também teve de abandonar uma viagem parecida no ano passado, devido ao mau tempo, problemas técnicos e integrantes da equipe machucados.

“Tudo o que deu errado, Hilary conseguiu superar e transformar em algo verdadeiramente inspirador. Estamos todos muito orgulhosos dela”, disse o porta-voz de Hilary, Paul Taroni.

Baleias

Hilary Lister

Lister comandava o barco assoprando e aspirando por três canudos

Lister diz que o ponto alto da viagem foi ter visto a vida marinha tão de perto.

“Ver baleias de 10 metros de comprimento saindo de dentro da água foi incrível. Duas delas pulavam como golfinhos, foi maravilhoso”, disse ela.

Hilary Lister ficou tetraplégica por causa de uma doença degenerativa e lutou contra o problema por mais da metade da sua vida. Formada em bioquímica pela Universidade de Oxford, ela diz ter ganhado nova vontade de viver depois que começou a velejar em 2003.

Apenas dois anos depois, ela se tornou a primeira tetraplégica a cruzar o Canal da Mancha sozinha em um barco à vela.

Com a última façanha, Lister conseguiu arrecadar mais de 30 mil libras, o equivalente a R$ 90 mil, para sua instituição de caridade, Hilary’s Dream Trust, que oferece ajuda a deficientes físicos de origem humilde que querem velejar.

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