Grã-Bretanha

Justiça britânica condena três por plano de explodir aviões

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Um tribunal em Londres decidiu nesta segunda-feira que três muçulmanos britânicos são culpados da acusação de conspiração para assassinato por planejar explodir aviões que partiriam da Grã-Bretanha em direção a cidade americanas em 2006.

A prisão dos três suspeitos, ainda em 2006, provocou a introdução nos aeroportos britânicos de uma série de restrições ao transporte de líquidos pelos passageiros e causou atrasos e transtornos para quem chegava ou partia da Grã-Bretanha de avião.

De acordo com a acusação, os três suspeitos planejavam usar explosivos líquidos a bordo de aviões sobre o Atlântico.

A sentença com a pena dos três condenados deve ser anunciada na próxima segunda-feira.

Defesa

Um dos três condenados é Abdulla Ahmed Ali, de 28 anos, apontado como líder de um grupo influenciado pela organização Al-Qaeda. Os outros dois condenados são Tanvir Hussain, também de 28 anos, e Assad Sarwar, de 29.

Autoridades britânicas da área de segurança afirmam que, se não tivessem sido descobertos com antecedência, os planos do grupo de Ali poderiam ter resultado no pior atentado desde os ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Dois dos acusados, Ali e Hussain, gravaram vídeos como os feitos normalmente por homens-bomba. Na gravação, Ali alerta o público britânico a esperar "rios de operações" de mártires, que deixariam pedaços de corpos espalhados pelas ruas.

A defesa dos três negou que eles pretendessem explodir aviões ou machucar alguém, mas apenas realizar uma encenação de cunho político que incluiria pequenas explosões em aeroportos para assustar as pessoas.

Ainda segundo a defesa, essa suposta encenação faria parte da estratégia de lançamento de um documentário que denunciaria "injustiças cometidas pelo Ocidente". Os vídeos de despedida também fariam parte desta estratégia, de acordo com os advogados dos réus.

Outros quatro réus foram inocentados da acusação de envolvimento nos planos de ataque.

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