Chávez revê rei espanhol e diz que ele está 'barbudo como Fidel'

O rei da Espanha, Juan Carlos (esq.), e o presidente venezuelano Hugo Chávez, durante encontro desta sexta-feira (Foto: Palacio de La Zarzuela)
Image caption Rei Juan Carlos afirmou que barba serve para 'mudar o visual'

Quase dois anos depois do famoso “por qué no te callas?” (por que não se cala?), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a se reencontrar, nesta sexta-feira, em Madri, com o rei da Espanha, Juan Carlos, e aproveitou para brincar com a aparência do monarca, afirmando que ele “está barbudo como (o líder cubano) Fidel Castro”.

Durante a reunião com Juan Carlos, que deixou a barba crescer durante o verão, Chávez o chamou de “amigo” e disse que conversa com reis “de igual para igual”.

Justificando a nova aparência, Juan Carlos afirmou que a barba serve "para mudar um pouco o visual".

O encontro foi mais um passo para a distensão das relações entre os dois líderes, que ficaram estremecidas depois da Cúpula Ibero-Americana do Chile, em novembro de 2007, quando Chávez criticou o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e foi repreendido com o “por que não se cala?” do rei.

"Clichês colonialistas"

Antes da reunião com o monarca, Chávez se encontrou com Zapatero e afirmou que sua visita de menos de 24 horas à Espanha – uma escala depois de um giro pela Europa, África e Oriente Médio – tem o objetivo de “cuidar da relação” com o país.

“É uma parada de trabalho e afeto. Uma reunião de amigos para conversar sobre política e economia”, afirmou o venezuelano, que, no entanto, também fez algumas críticas e afirmou que “não é hora de clichês colonialistas”.

“É preciso acabar com esta ideia de que a Espanha é a porta ibero-americana para a Europa, porque nós não precisamos destas portas. Agora andamos em condições de igualdade”.

Durante a visita de Chávez a Madri, policiais impediram que manifestantes pró e contra o venezuelano se aproximassem da comitiva presidencial.

Chávez, entretanto, saudou de longe a um grupo de partidários que levantaram cartazes em seu apoio.

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