Bomba mata 16 em zona diplomática de Cabul

(crédito: SHAH MARAI/AFP/Getty Images)
Image caption Um dos veículos ficou quase destruído depois do ataque em Cabul

Pelo menos 16 pessoas, entre elas, seis soldados italianos, morreram e 38 ficaram feridas na explosão de uma bomba na capital do Afeganistão, Cabul, nesta quinta-feira.

O ataque contra um comboio militar atingiu dois veículos militares nas proximidades do setor que abriga as embaixadas estrangeiras no centro da cidade.

A explosão aconteceu horas depois de o presidente afegão, Hamid Karzai, reafirmar a sua confiança na legitimidade das eleições do mês passado.

Observadores europeus, entretanto, disseram que cerca de 1,5 milhão de votos, ou um quarto do total, podem ter sido falsificados.

"O anúncio sobre o número de votos suspeitos, feito pelo chefe e o vice da comissão de monitoramento eleitoral da União Europeia é parcial, irresponsável e contradiz a Constituição afegã", diz a nota oficial da campanha de Karzai.

Testemunhas afirmaram que a explosão desta quinta-feira abalou prédios e deixou uma coluna de fumaça negra sobre a região.

Um repórter da agência de notícias AFP disse ter visto seis corpos no local. A agência afirmou que dois civis e um soldado da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês) foram deitados na beira da rua, enquanto um outro soldado estrangeiro teria sofrido queimaduras graves.

No entanto, um porta-voz da Isaf não confirmou os detalhes.

"Não temos qualquer informação sobre o envolvimento da Otan ou da Isaf."

Ano violento

Fotos e imagens do local mostram as bandeiras italianas em ambos os veículos atingidos, um deles quase destruído.

A capital afegã foi palco de diversos ataques neste ano. Pouco antes das eleições de agosto, o quartel-general da Otan em Cabul foi alvo de um suicida que dirigia um carro-bomba, matando sete civis afegãos.

Os resultados preliminares das eleições indicam que Karzai conquistou 54,6% dos votos contra 27,8% de Abdullah com um comparecimento de 38,7%. Os resultados oficiais devem ser anunciados em semanas.

Segundo o comandante da missão da ONU no Afeganistão, o norueguês Kai Eide, as eleições também causaram problemas para as forças estrangeiras.

Ele admitiu que seu vice, o americano Peter Galbraith deixou o país após um desentendimento. Informações não-confirmadas afirmam que o americano se disse favorável à recontagem total dos votos, o que poderia atirar o Afeganistão em um limbo político por meses.

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