OEA pede que governo interino garanta ‘vida e integridade física' de Zelaya

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza
Image caption Insulza deve viajar a Honduras para acompanhar o diálogo

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) exigiu que o governo interino de Honduras ofereça "plenas garantias para assegurar a vida e a integridade física" do líder deposto do país, Manuel Zelaya, que se refugiou na Embaixada do Brasil na capital hondurenha, Tegucigalpa.

No documento divulgado na segunda-feira, a OEA pediu a todos os setores da sociedade hondurenha que ''atuem com responsabilidade e prudência e evitem atos que possam gerar violência".

A entidade exigiu ainda a adoção imediata dos termos do Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Árias, que determina o retorno de Zelaya ao poder, a fim de que ele exerça o cargo até o fim de seu mandato, previsto para janeiro de 2010.

O regresso de Zelaya à Presidência é um princípio que conta com aprovação quase unânime dos diferentes países das Américas.

Mas o governo comandado por Roberto Micheletti, que se estabeleceu no poder após a deposição de Zelaya, descarta essa hipótese.

Micheletti pediu que o governo do Brasil que entregue Zelaya às “autoridades competentes”.

A OEA afirmou também que apóia integralmente as ações do secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, com vistas ao “diálogo e ao restabelecimento da ordem constitucional em Honduras”.

Insulza havia manifestado anteriormente a sua intenção de viajar a Honduras o quanto antes.

Mas o governo interino do país teria, no entanto, ordenado o fechamento, por prazo indeterminado, de todos os aeroportos do país e decretado um toque de recolher até 18h desta terça-feira.