Conselho de Segurança aprova resolução contra proliferação nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama
Image caption Reunião do Conselho de Segurança foi presidida por Barack Obama

Em uma reunião histórica, presidida pela primeira vez pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, uma resolução que pede o desarmamento nuclear.

A resolução reafirma o compromisso do Conselho de Segurança de "buscar um mundo mais seguro para todos e criar condições para um mundo sem armas nucleares".

O documento pede que sejam ampliados os esforços para impedir a proliferação de armas nucleares, promover o desarmamento e reduzir o risco de "terrorismo nuclear".

A reunião no Conselho de Segurança ocorre um dia depois do discurso de estreia do presidente americano na Assembleia Geral da ONU, em que ele citou a necessidade de impedir a proliferação de armas nucleares como um dos quatro principais desafios enfrentados pelo mundo atualmente.

Irã e Coreia do Norte

O texto não menciona nenhum país em particular, mas reafirma resoluções anteriores do Conselho de Segurança relacionadas aos programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte, considerados polêmicos.

A resolução foi aprovada em meio à crescente tensão com o Irã. Os Estados Unidos e outros países suspeitam que o governo iraniano esteja tentando desenvolver armas nucleares. O Irã nega as alegações e afirma que seu programa de enriquecimento de urânio é pacífico e tem o objetivo de produzir energia.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, sinalizou que seu governo pode estar preparado para aliviar sua oposição a sanções contra o regime de Teerã. No entanto, a China disse que a crescente pressão contra o Irã não é eficaz.

Em seu discurso de quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, mencionou países que interferem no desenvolvimento de outras nações sob o pretexto de impedir a proliferação de armas nucleares.

Por sua vez, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse na Assembleia que os líderes iranianos estão cometendo "um erro trágico" se pensam que a comunidade internacional não vai responder a suas ambições nucleares.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, também advertiu o Irã e a Coreia do Norte que o mundo será cada vez mais duro no combate à proliferação nuclear.

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