Explosão atinge ônibus e mata pelo menos 30 no Afeganistão

Médico atende uma das vítimas de explosão em hospital do Afeganistão
Image caption Ônibus viajava de Herat para Candahar quando foi atingido

Pelo menos 30 pessoas que viajavam em um ônibus no sul do Afeganistão morreram depois da explosão de uma bomba em uma estrada nesta terça-feira, de acordo com informações do Ministério do Interior do país.

O ministério informou que o ônibus viajava da cidade de Herat, no noroeste afegão, para Candahar, no sul, quando foi atingido. Dez crianças e sete mulheres estariam entre os mortos.

Um porta-voz do governo do Afeganistão informou que uma explosão parecida ocorreu na mesma estrada e matou outros três civis na segunda-feira.

O governo da província de Candahar responsabilizou o Talebã por ter colocado a bomba na estrada, mas o grupo ainda não se manifestou sobre o incidente.

O correspondente da BBC em Cabul Martin Patience afirmou que o Talebã usa com cada vez mais frequência os ataques com bombas nas estradas para atacar as forças estrangeiras que estão no país.

Os civis são cada vez mais atingidos pela violência, de acordo com Patience. A ONU informou que mais de 1,5 mil afegãos foram mortos em 2009, a maioria em ataques de insurgentes.

Retirada

A explosão ocorreu pouco depois de Anders Fogh Rasmussen ter feito seu primeiro pronunciamento nos Estados Unidos como secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – aliança que mantém soldados em território afegão.

Em seu discurso no Conselho do Atlântico em Washington, o ex-primeiro-ministro dinamarquês pediu que os países Europeus fiquem ao lado das forças americanas no Afeganistão.

Atualmente cem mil soldados de mais de 40 países estão no país. Mais de 60 mil são americanos.

Os comandantes militares americanos afirmam que serão necessários mais soldados, mas o presidente Barack Obama afirma que não tomará a decisão de enviar mais tropas até que seja feita uma revisão da estratégia para o país centro-asiático.

O principal comandante americano no país, general Stanley McChrystal, entregou uma análise da situação no Afeganistão para Obama no início de setembro. Entretanto, o aumento do número de soldados mortos e feridos fez com que o apoio da população de alguns países ocidentais à missão militar afegã diminuísse.

De acordo com correspondentes, os países europeus não devem oferecer nenhum grande aumento no número de soldados a não ser que o governo americano lidere a operação.

Holanda e Canadá já estabeleceram 2010 e 2011 como seus prazos para a retirada do país, e a Itália já anunciou planos para reduzir suas forças no Afeganistão.

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