Irã adverte que não discutirá seus 'direitos nucleares'

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad
Image caption Ahmadinejad confirmou existência de segunda usina iraniana

O governo do Irã advertiu nesta terça-feira que não pretende discutir o que qualificou de seus "direitos nucleares" durante uma reunião com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha nesta quinta-feira em Genebra.

O aviso partiu do chefe do programa nuclear do país, Ali Akbar Salehi.

Mais uma vez, Salehi excluiu a possibilidade de uma suspensão do programa de enriquecimento de urânio, como vem sendo exigido pelo Conselho de Segurança.

“Nós não vamos discutir nada relacionado com nossos direitos nucleares, mas podemos discutir desarmamento, não proliferação e outros temas gerais”, disse Salehi.

Representantes do governo de Teerã também disseram que o Irã não vai discutir a paralisação das atividades na usina nuclear na cidade de Qom, cuja existência foi revelada na semana passada.

Teerã disse, no entanto, que anunciará em breve datas para futuras inspeções das instalações pela ONU.

Sem mudança

Segundo o repórter da BBC Jon Leyne, que retornou recentemente do país, o Irã está dando sinais de que não pretende mudar sua posição.

Para o correspondente, fica difícil imaginar que assuntos restarão aos diplomatas para discutir durante o encontro, que envolverá representantes de Irã, Alemanha, Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos.

Os Estados Unidos exigiram "acesso imediato e irrestrito" às instalações da recém-revelada usina iraniana para os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Mas Salehi disse que não haverá negociações sobre o direito do Irã à tecnologia nuclear e acrescentou que o país não planeja abandonar suas atividades nucleares "sequer por um segundo".

"Não vamos discutir nada relacionado aos nossos direitos nucleares mas podemos discutir o desarmamento, podemos discutir a não proliferação e outros assuntos gerais", disse.

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