Tsunamis deixam pelo menos cem mortos em ilhas do Pacífico Sul

A cidade de Fagatogo após o tsunami
Image caption Ondas deixaram 145 feridos nas ilhas Samoa

Uma série de tsunamis provocados por um tremor matou pelo menos 100 pessoas em várias ilhas do Pacífico Sul.

As ondas gigantes deixaram pelo menos 90 mortos nos arquipélagos de Samoa e Samoa Americana, e pelo menos dez em Tonga.

Segundo autoridades de Samoa, aldeias inteiras foram destruídas e milhares de pessoas ficaram desabrigadas em Samoa Americana - que é território dos EUA.

O tremor de magnitude de 8,3 na escala Richter ocorreu por volta de 7h40 da manhã desta quarta-feira no horário local (15h40 em Brasília na terça-feira), criando ondas de 4,5 m de altura em várias áreas da região ao redor das ilhas.

O epicentro do terremoto foi localizado a 190 km ao sudoeste do arquipélago, a 33 km de profundidade. Um alerta geral de tsunami tinha sido divulgado em todo o Pacífico Sul, mas foi cancelado mais tarde.

Alerta

As ilhas de Samoa compreendem a nação independente de Samoa e a Samoa Americana, território dos Estados Unidos, com uma população total de 250 mil habitantes.

Image caption Ondas de 4,5 m invadiram as ilhas no Pacífico

Representantes do serviço de Saúde de Samoa informaram à BBC que os tsunamis deixaram pelo menos 145 feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou estado de calamidade nacional ema Samoa Americana, permitindo a utilização de fundos federais para ajudar as vítimas.

O primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Sailel Malielegaoi, se disse "chocado" com o desastre.

Testemunhas relataram à BBC terem visto casas destruídas e afirmaram que carros foram levados pela água.

A Agência Americana de Gestão de Crises (Fema) anunciou o envio de duas equipes de resgate ao território americano do arquipélago de Samoa.

Em 2004, um poderoso tremor no Oceano Índico e as consequentes ondas gigantes deixaram dezenas de milhares de mortos na Ásia.

Em entrevista à BBC, Stuart Weinstein, do PTWC, afirmou que o tsunami desta terça-feira é “muito menor” e tem apenas 3% da energia do de 2004.

Notícias relacionadas