Após enchentes, Filipinas se preparam para passagem do tufão Parma

Enchente nas Filipinas
Image caption O arquipélago ainda sofre com o impacto das enchentes

A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, ordenou a retirada de 33 mil pessoas das regiões onde o tufão Parma poderá passar neste sábado e decretou estado de calamidade pública.

Segundo o Centro de Meteorologia das Filipinas, o tufão está se aproximando da região e pode trazer ventos de até 230 km/hora. Autoridades afirmam que o Parma será o tufão mais forte a atingir o arquipélago desde 2006.

A previsão é de que o Parma chegue à região montanhosa da província de Isabela ou arredores, no nordeste do território.

A Marinha dos Estados Unidos afirmou na sexta-feira que tem dois navios prontos na Baía da capital, Manila, para ajudar a população caso seja necessário.

Segundo o almirante Timothy Keating, as embarcações estão carregadas de medicamentos e centenas de oficiais estão prontos para operações de ajuda humanitária e resgate.

A passagem do tufão Parma pode piorar ainda mais a situação das regiões afetadas pelas enchentes recentes que afetaram o arquipélago.

“Nós estamos preocupados com os efeitos de mais chuva no trabalho de resgate das áreas afetadas pelas enchentes porque o nível de água pode subir novamente”, disse o secretário de Defesa, Gilberto Teodoro, em rede nacional de televisão.

Inundações

Pelo menos 240 pessoas morreram e cerca de 450 mil ficaram desabrigadas depois das enchentes da última semana.

Na terça-feira, Arroyo abriu as portas do palácio presidencial para atender pessoas que ficaram sem abrigo por causa das enchentes que assolaram o país.

O governo fez um apelo por mais ajuda internacional par lidar com o desastre.

Segundo as autoridades, mais de 40 centímetros de chuva caíram em Manila durante 12 horas, no último sábado, mais do que a média de 39 centímetros registrada em todo o mês de setembro.

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