Tribunal russo rejeita ação de neto de Stalin contra jornal

Joseph Stalin
Image caption Stalin liderou a União Soviética por quase 30 anos

Um tribunal de Moscou rejeitou nesta terça-feira uma ação apresentada pelo neto de Joseph Stalin contra um jornal russo que ele acusava de ter difamado o ex-líder soviético.

Yevgeny Dzhugashvili disse que um artigo publicado na Novaya Gazeta, que afirma que Stalin pessoalmente ordenou a morte de cidadãos soviéticos, seria mentiroso.

Ele queria uma indenização e um pedido de desculpas do jornal, que faz oposição ao governo russo.

O artigo publica o que diz serem documentos secretos com ordens de assassinatos que teriam a assinatura do próprio Stalin. Mas o neto afirma que seu avô nunca ordenou diretamente nenhuma morte.

Dzhugashvili tem cinco dias para apelar contra a decisão.

A imprensa russa diz que os motivos que levaram o tribunal a rejeitar a ação de Dzhugashvili vão ser divulgados posteriormente.

O caso é visto por muitos como parte de uma campanha do Kremlin para reabilitar a reputação do ex-líder.

Stalin, que sucedeu Lênin e se tornou o segundo líder da União Soviética, foi o secretário-geral do Partido Comunista do país de 1922 a 1953, quando morreu.

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