Netanyahu promete 'longa batalha' contra a ONU

o premiê israelense, Benjamin Netanyahu
Image caption Netanyahu nega que Israel tenha cometido crimes de guerra em Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que seu país deve se preparar para uma longa batalha contra o relatório que acusa Israel de ter cometido crimes de guerra na Faixa de Gaza.

Segundo informações divulgadas pelo jornal israelense Haaretz, Netanyahu assegurou que seu governo tomará medidas legais e diplomáticas contra quem tentar contestar a legitimidade das ações de Israel na incursão em Gaza no início deste ano.

Elaborado pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, o relatório – que também acusa o movimento palestino Hamas de crimes de guerra - foi endossado na sexta-feira pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Goldstone recomenda no documento que o caso seja levado a um tribunal internacional em Haia, na Holanda, se tanto Israel como o Hamas não investigarem minuciosamente em seis meses o que ocorreu na ofensiva.

A resolução teve o voto a favor de 25 países, enquanto seis foram contra. Israel e os Estados Unidos estão entre os países que foram contra a aprovação oficial do relatório, alegando que esta medida prejudicaria as esperanças de paz para o Oriente Médio.

Image caption O relatório Goldstone acusa Israel de usar 'força desproporcional' na Faixa de Gaza

'Castigo coletivo'

Segundo o documento, durante as três semanas que duraram as operações, Israel conduziu um “uso da força desproporcional” e impôs um castigo coletivo aos habitantes de Gaza.

Grupo palestinos e organizações de direitos humanos afirmam que mais de 1,4 mil cidadãos do território palestino morreram no conflito. A cifra de mortos israelenses durante os 22 dias de conflito é de 13 pessoas.

O documento que consta de 574 páginas e baseou-se em 188 entrevistas também assegura que há provas de que os grupos armados palestinos cometeram crimes de guerra e talvez crimes contra a humanidade ao lançar ataques contínuos com foguetes e morteiros contra a população civil israelense.

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