Ataque contra Guarda Revolucionária do Irã mata vários comandantes

General Shoostari está entre os mortos
Image caption O General Shoostari era vice-comandante das tropas terrestres.

Um ataque suicida contra a Guarda Revolucionária do Irã, neste domingo, deixou ao menos 31 mortos, entre os quais vários alto comandantes. Pelo menos 28 pessoas ficaram feridas.

Segundo a mídia estatal iraniana, membros da Guarda participavam de um encontro com líderes tribais na província do Sistão-Baluchistão, no sudeste do país, quando o ataque ocorreu. Segundo informações preliminares, uma bomba teria sido instalada na sala da reunião e outra no local da chegada do comboio da Guarda Revolucionária.

A agência de notícias estatal iraniana Irna informou que entre os comandantes mortos no atentado estão o vice-comandante das forças terrestres da Guarda Revolucionária, general Noor Ali Shooshtari, e o comandante-chefe na província do Sistão-Baluchistão. Líderes tribai unitas e xiitas também estão entre os mortos.

O grupo de resistência sunita Jundallah assumiu a autorida do atentadoe perpetrar ataques terroristas na província. O grupo já tinha sido acusado no passado pelo governo iraniano de praticar ataques terroristas na região.

'Ação americana'

Mais cedo, durante a abertura da sessão do Parlamento, o presidente da Casa, Ali Larijani, disse que "ações americanas contribuíram para o ataque".

"Nós consideramos que o recente ataque terrorista é o resultado da ação americana. Este é um sinal da animosidade americana contra o nosso país", afirmou Larijani.

"(O presidente Barack) Obama disse que vai estender suas mãos ao Irã, mas com esse ataque terrorista ele queimou a mão".

A província do Sistão-Baluchistão, que faz fronteira com o Paquistão e o Afeganistão, é uma rota histórica para o contrabando, tráfico de drogas e sequestros.

O grupo Jandullah, também conhecido como Movimento de Resistência Popular do Irã, diz estar lutando contra a operessão religiosa e política contra minoria sunita do país.

Em maio, poucas semanas antes das eleições presidenciais, três homens foram executados na região por terem participado de um ataque a bomba contra uma mesquita que matou 19 pessoas na cidade de Zahedan.