'Não tivemos falta de geração de energia', diz Lula

Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro com Shimon Peres (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Image caption Lula evitou comentar possíveis causas de apagão em grande parte do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que o apagão que atingiu 18 Estados na noite de terça não não foi provocado por falta de geração de energia.

"Não tivemos falta de geração de energia. Tivemos um problema na linha de transmissão", afirmou Lula, após encontro com o presidente de Israel, Shimon Peres.

O presidente evitou falar sobre as possíveis causas do blecaute e acrescentou que está esperando o resultado de uma reunião entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ministério de Minas e Energia e diretores das empresas ligadas ao setor para detectar a causa do apagão.

Lula repetiu que, enquanto não tiver todas as informações, não poderá falar sobre a causa do apagão, mas comentou que "o problema não foi de falta de linha para interligar o sistema, pois as linhas estão interligadas".

Investimento

O presidente também rebateu reportagens publicadas na imprensa internacional indicando que o blecaute poderia sinalizar uma nova crise energética no país, como a ocorrida em 2001.

"Em 2001, o Brasil não produzia energia suficiente e não tinha linhas de transmissão para interligar o sistema elétrico brasileiro", afirmou Lula, acrescentando que esse não é o caso agora.

De acordo com o presidente, nos últimos sete anos, o governo fez o equivalente a 30% de tudo o que foi feito nos últimos 123 anos em termos de energia, com forte investimento no setor de transmissão e também em modernização do sistema.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o apagão foi o resultado de panes por conta de "condições meteorológicas adversas" no sistema que liga a cidade de Ivaiporã, no centro do Paraná, a Itaberá, no sul de São Paulo, e em uma subestação que liga Itaberá a Tijuco Preto, em São Paulo.

O corte no fornecimento de energia atingiu principalmente os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.