Gripe suína mata quatro pessoas durante peregrinação à Meca

Peregrinação à Meca (arquivo)
Image caption Peregrinos deveriam se vacinar antes de entrar na Arábia Saudita

O Ministério da Saúde da Arábia Saudita informou que quatro peregrinos morreram devido à gripe suína enquanto participavam da peregrinação anual à Meca.

Três das vítimas, uma mulher do Marrocos e dois homens do Sudão e da Índia, tinham por volta de 70 anos. A quarta vítima era uma adolescente de 17 anos, da Nigéria.

O ministério informou também que nenhuma das quatro pessoas tinha sido vacinada contra o vírus H1N1.

Uma declaração oficial divulgada pelo Ministério da Saúde saudita afirmou que todos as quatro vítimas já tinham problemas de saúde, incluindo câncer e problemas respiratórios. Três das vítimas morreram em Medina e uma morreu em Meca.

A Organização Mundial da Sáude (OMS) afirma que o vírus da gripe suína já matou 6.750 pessoas no mundo todo.

Transmissão

O porta-voz do Ministério da Saúde, Khaled Marghlani, disse à agência de notícias AFP que 16 pessoas foram diagnosticadas com a gripe suína e quatro ainda estão no hospital em "condições críticas".

Marghlani afirma que outras 12 pessoas se recuperaram depois do tratamento.

Até 3 milhões de muçulmanos do mundo todo participam da peregrinação à Meca todos os anos. Mas as autoridades de saúde da Arábia Saudita temem que a peregrinação possa dar ao vírus as condições ideais para sua transmissão.

As autoridades dos país tentaram se preparar para surtos da doença instalando câmaras térmicas em aeroportos e portos do país, mobilizando mais 15 mil funcionários de saúde e disponibilizando centenas de leitos nos hospitais.

E o governo saudita afirmou que todos os peregrinos precisam de um certificado de vacinação antes de pedir o visto de entrada no país.

Em setembro as autoridades do Egito impediram que centenas de peregrinos muçulmanos chegassem ao Cairo vindos de Meca devido ao temor de transmissão do vírus.

O Irã, por sua vez, proibiu todas as peregrinações à Arábia Saudita durante o período conhecido como Ramadã – que neste ano caiu entre 22 de agosto e 19 de setembro - para tentar evitar a dispersão da gripe suína no país.

Em julho uma mulher egípcia que voltava de uma outra peregrinação, a Umrah (conhecida como "pequena peregrinação" a Meca), foi a primeira pessoa a morrer de gripe suína no Oriente Médio e na África.

O Hajj, a grande peregrinação anual à Meca, que este ano acontece em novembro, é obrigatória a todos os muçulmanos que tem os meios para fazer a jornada.

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