Brasil amplia contribuição e ganha poder de veto no FMI

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Image caption Brasil prometeu mais US$ 4 bilhões para o FMI

O Ministério da Fazenda anunciou nesta quarta-feira que o Brasil irá destinar US$ 14 bilhões a um fundo de reservas do FMI, o que lhe dá, juntamente com os outros Brics (Rússia, Índia e China) direito de veto no órgão.

O dinheiro prometido pelo governo brasileiro irá para os Novos Acordos de Empréstimo (NAB, na sigla em inglês), um fundo de reservas que reforça a capacidade financeira do FMI, complementando suas quotas – o instrumento principal do órgão para financiar seus empréstimos.

O Brasil já havia se comprometido a dar US$ 10 bilhões ao Fundo, por meio da compra de bônus emitidos pela instituição. Segundo o governo, esse valor, mais US$ 4 bilhões, será o valor limite da participação brasileira no NAB.

A decisão foi anunciada durante uma reunião realizada em Washington entre os 26 atuais participantes do NAB e 13 potenciais integrantes.

“Ficou estabelecido que os BRICs passarão a deter em conjunto mais de 15% da participação no acordo. Este percentual lhes dá poder de veto sobre as principais decisões que serão tomadas pelo NAB”, diz um comunicado emitido pelo Ministério da Fazenda.

“A participação do Brasil no NAB não significa, necessariamente, aporte de recursos, o qual estará condicionado à efetiva necessidade do FMI e a decisão dos participantes de ativar o mecanismo.”

O NAB foi criado em 1998 e tem hoje recursos de cerca de US$ 54,4 bilhões.

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