DEM adia decisão sobre afastamento de Arruda

O líder do Democratas, Ronaldo Caiado, durante reunião do DEM. Foto José Cruz/ABr
Image caption Caiado disse que a reunião da Executiva foi 'tensa'

A Executiva Nacional do partido Democratas adiou a decisão sobre uma eventual expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para o dia 10 de dezembro.

A cúpula do partido se reuniu nesta terça-feira para decidir sobre o futuro de Arruda na legenda e decidiu instaurar processo disciplinar contra o governador.

A decisão prevê um prazo de oito dias para que ele apresente a defesa em relação às acusações de envolvimento em um esquema de corrupção que envolve integrantes de seu governo, empresas com contratos públicos e deputados distritais.

Ainda nesta terça-feira, Arruda afirmou, em nota, que irá apresentar à Justiça “provas irrefutáveis de sua inocência”. O governador disse ainda que respeitará a decisão do Democratas, “seja ela qual for”.

Em sua página no Twitter, o líder do DEM na Câmara e no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que a reunião da Executiva foi “tensa”. Ele afirmou ainda que “o partido tem que dar exemplo”, ao comentar a entrega do pedido de expulsão de Arruda.

Divisão

Em nota divulgada após a reunião, o DEM afirmou que o “partido estava dividido” na reunião da cúpula.

Isso porque parte dos integrantes defendiam a expulsão sumária do governador do DF. Mas, após a discussão, prevaleceu a tese de que a sigla deveria aguardar a defesa de Arruda e a elaboração de um relatório para ser votado.

Segundo o partido, a defesa de Arruda será encaminhada à Comissão Executiva Nacional. A decisão pode resultar na expulsão dele do partido.

Apoio

Nesta terça-feira, outros dois partidos anunciaram a decisão de deixar a base aliada do governo de Arruda. O PSDB e o PV se juntaram ao PPS, PSB e PDT e deixaram de apoiar o governador.

Em nota, o PSDB afirmou que “considera gravíssimos” os fatos ocorridos no DF.

“Face ao exposto, determina o imediato afastamento do Governo Distrito Federal de todos os membros do Partido”, diz a nota.

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