Líder da Guiné é baleado por assessor, diz porta-voz do governo

Capitão Moussa Dadis Camara
Image caption Camara prometeu democracia quando assumiu poder em 2008

O líder do governo militar da Guiné, no oeste da África, capitão Moussa Dadis Camara, foi baleado por um assessor nesta quinta-feira na capital, Conacri, segundo um porta-voz da junta.

De acordo com as autoridades, Dadis Camara teria sido ferido no ataque, mas as ainda não se sabe as condições exatas do líder africano. A ministra das Comunicações, Idrissa Cherif, disse que ele “está bem”.

Cherif disse que Dadis Camara estava em uma base militar no momento do tiroteio. Há suspeitas de que o assessor Aboubacar Toumba Diakite seria o responsável pelo que o governo classificou como uma “tentativa de assassinato”.

Segundo ela, Diakite teria sido encontrado e preso.

O governo do Senegal, vizinho a Guiné, afirmou que enviou um avião para tirar Dadis Câmara do país e levá-lo a Dakar.

“Ele está ferido. Não sabemos o grau ou a natureza do ferimento”, disse uma autoridade senegalesa à agência de notícias AFP.

Crise

A junta militar que governa o país vem sendo bastante criticada nos últimos meses pela repressão a um protesto da oposição em setembro. Pelo menos 157 pessoas teriam sido mortas quando os soldados dispararam contra manifestantes que protestavam contra o governo.

A manifestação foi convocada para protestar contra possíveis planos do atual líder, Moussa Dadis Camara, de concorrer nas eleições presidenciais do ano que vem, rompendo assim uma promessa de não ser candidato.

O capitão Dadis Camara tomou o poder na Guiné no ano passado depois da morte do presidente Lansana Conté. A junta prometeu realizar eleições livres depois de um período de transição de dois anos, no final de 2010. Na ocasião, Camara afirmou que não seria candidato.

Segundo o correspondente da BBC Mark Doyle, que esteve recentemente na Guiné, as tensões estão altas no país desde setembro.

A União Europeia pediu para que Dadis Camara fosse julgado por crimes contra a humanidade e a União Africana vem fazendo apelos para que ele renuncie ao cargo.

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