Rei zulu quer retorno da circuncisão para combater Aids

Image caption A circuncisão foi banida para não indisponibilizar soldados

O rei dos zulus sul-africanos propôs a volta da circuncisão - antes praticada como um ritual no grupo - como forma de ajudar a combater o alastramento do vírus HIV e da Aids.

As autoridades da província de Kwa-Zulu Natal, com grande concentração de pessoas dessa etnia, estariam em conversações com o rei Goodwill Zwelithini para tentar reavivar a prática.

O ritual foi banido pelo rei Shaka no século 19 porque, segundo ele, a prática o privava de guerreiros jovens durante meses a fio.

Os zulus são o maior grupo étnico da África do Sul.

Alguns estudos sugerem que circuncidar homens pode reduzir pela metade suas chances de contrair o vírus da Aids.

Os especialistas enfatizam, no entanto, que a melhor forma de evitar o contágio com o vírus em relações sexuais é usar o preservativo.

Mais de cinco milhões de sul-africanos estão infectados com o HIV. Este é o maior número de infecções em um único país.

Reação Positiva

Recentemente, o presidente Jacob Zuma anunciou mudanças importantes na política de combate à Aids do país, uma notícia que recebeu as boas vindas da sociedade sul-africana e de Ongs ligadas à saúde.

A província de Kwa-Zulu Natal tem um dos mais altos índices de infecção por HIV do país.

O rei Goodwill apresentou sua proposta para o problema durante uma festa tradicional zulu conhecida como Ukweshwama.

Recentemetne, a festa foi alvo de críticas de militantes pelos direitos dos animais porque envolve rituais em que jovens matam um touro com as mãos.

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