Iêmen diz que EUA ofereceram ajuda no combate ao extremismo

David Petraeus (Foto: Arquivo)
Image caption Petraeus teria entregue carta de Obama a líder do Iêmen

O governo do Iêmen anunciou, neste sábado, que os Estados Unidos se ofereceram para ajudar a combater militantes islâmicos no país e que o governo americano quer aumentar a cooperação militar entre as duas nações.

Segundo a agência de notícias estatal iemenita, a oferta americana ocorreu durante um encontro entre o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, general David Petraeus, e o presidente do Iêmen, Ali Abdallah Saleh, neste sábado.

Petraus, que é responsável pelas operações americanas no Oriente Médio e na Ásia Central, disse a Saleh que os Estados Unidos estão dispostos a apoiar o Iêmen na luta contra a rede Al-Qaeda.

Ainda de acordo com a agência, o general entregou ao líder iemenita uma carta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cujo conteúdo falaria de questões de segurança.

Acusações

Na manhã deste sábado, Obama acusou pela primeira vez em público um braço da Al-Qaeda pelo suposto plano frustrado para explodir um avião americano no dia 25 de dezembro.

Em sua mensagem semanal de rádio e vídeo, Obama disse que a Al-Qaeda no Iêmen treinou e deu armas ao acusado pelo ataque, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos.

O grupo já havia assumido a autoria em um comunicado divulgado na semana passada.

Em sua mensagem, publicada no site da Casa Branca, Obama disse que mais detalhes sobre o suposto plano de atentado estão ficando claros.

“Nós sabemos que (Abdulmutallab) viajou para o Iêmen, um país que vem lutando contra a pobreza arrasadora e a insurgência mortal”, disse Obama, que está de férias no Havaí.

“Parece que ele se juntou a um braço da Al-Qaeda, e que este grupo, Al-Qaeda na Península Árabe, o treinou, o equipou com aqueles explosivos e o dirigiu para atacar aquele avião vindo para os Estados Unidos”, disse.

Autoridades americanas ainda não haviam acusado publicamente a Al-Qaeda pelo incidente no voo que ia de Amsterdã para Detroit.

Abdulmutallab, que está sob custódia americana, é acusado de tentar detonar explosivos amarrados em seu corpo quando o avião, que levava quase 300 pessoas, se preparava para aterrisar.

Na semana passada, o governo do Iêmen confirmou que ele esteve no país entre agosto e o início de dezembro.

Antes de pegar o voo para Detroit, Abdulmutallab embarcou em Gana, fazendo conexão em Lagos, na Nigéria, rumo a Amsterdã.

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