EUA reabrem embaixada no Iêmen

BArreiras de segurança na embaixada britânica em Sanaa (AP, 4 de janeiro)
Image caption Embaixadas foram fechadas após ameaças da Al-Qaeda no Iêmen

Os Estados Unidos reabriram sua embaixada em Sanaa, capital do Iêmen, que ficou fechada por dois dias por causa da ameaça de um possível ataque da Al-Qaeda.

A reabertura veio pouco depois de vários países terem anunciado que estariam reforçando a segurança em suas embaixadas.

França, Espanha e Japão restringiram o acesso à sua representações diplomática. A embaixada da Grã-Bretanha está fechada desde domingo.

A decisão dos EUA de reabrir sua embaixada veio depois do anúncio feito por forças de segurança do Iêmen, de que pelo menos dois militantes da Al-Qaeda teriam sido mortos em uma operação anti-terror no norte da capital.

O país vive um momento de tensão desde a tentativa de ataque contra um avião que fazia a rota entre Amsterdã e Detroit, no Estados Unidos, no dia de Natal.

A Al-Qaeda no Iêmen assumiu responsabilidade sobre o planejamento do ataque.

Ameaça

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou na segunda-feira, que a situação no Iêmen seria uma ameaça tanto à estabilidade regional como global.

Segundo o analista para assuntos de segurança da BBC, Frank Gardner, há informações não confirmadas de que as embaixadas teriam sido fechadas depois que surgiram notícias de que seis caminhões carregados de explosivos e armas pertencentes às forças iemenitas teriam desaparecido.

As autoridades iemenitas reforçaram as medidas de segurança no aeroporto de Sanaa, assim como em outras embaixadas.

Além de assumir a autoria pelo atentado frustrado, os extremistas da rede Al-Qaeda também teriam convocado seus partidários a atacar os “cruzados” - referência aos combatentes cristãos nas Cruzadas na Idade Média - em embaixadas no Iêmen.

Os Estados Unidos anunciaram o fechamento de sua embaixada no Iêmen no último domingo, citando “ameaças” da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA). A medida foi logo seguida pela Grã-Bretanha.

Em setembro de 2008, a embaixada americana no Iêmen foi alvo de um ataque que deixou 19 mortos, incluindo uma mulher americana. O atentado foi atribuído à Al-Qaeda na Península Arábica.

Segundo analistas, as condições de segurança no Iêmen são ainda mais complicadas pela abundância de armas de fogo, além da atuação de insurgentes no norte do país e o movimento separatista no sul.

Para muitos, as possibilidades de o governo central do Iêmen conseguir retomar o controle sobre áreas onde a Al-Qaeda atua parecem remotas, mesmo com o apoio dos EUA.

Também nesta segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram que passageiros vindos de 14 países passarão a sofrer revistas mais rigorosas em aeroportos americanos.

Leia também na BBC Brasil: EUA ampliam controle de viajantes procedentes de 14 países

Entre as pessoas que sofrerão mais revistas estão aquelas provenientes de países considerados pelos EUA como patrocinadores do terrorismo, como Cuba, Irã, Sudão e Síria.

Passageiros vindos do Iêmen e da Nigéria, por onde o autor da suposta tentativa de ataque teria passado, também sofrerão maiores restrições, enquanto pessoas vindas de outros países serão checadas aleatoriamente.

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