Angola prende dois suspeitos de ataque à seleção do Togo

Policial em uma das instalações dos atletas em Angola
Image caption A Copa Africana de Nações começou nesta segunda-feira

A polícia de Angola prendeu nesta segunda-feira dois suspeitos de envolvimento no ataque à seleção de futebol do Togo, segundo a Rádio Nacional de Angola.

Os dois homens foram detidos no enclave de Cabinda, no norte do país, onde ocorreu o ataque, na última sexta-feira.

Três togoleses morreram quando o ônibus em que a seleção viajava foi atingido por tiros de metralhadoras durante quase 30 minutos. O time havia acabado de entrar no território angolano para participar da Copa Africana de Nações, iniciada no domingo.

Uma facção do grupo rebelde Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec) assumiu a responsabilidade pelo atentado.

Jogos

A Copa Africana de Nações teve início nesta segunda-feira com o empate sem gols entre Burkina Faso e Costa do Marfim.

A partida entre Gana e Togo, também marcada para o primeiro dia de competição, foi cancelada com a decisão da delegação togolesa que na noite de domingo partiu de Angola e voltou para casa, onde foi declarado três dias de luto oficial.

Gana deve jogar seu primeiro jogo no torneio contra a Costa do Marfim na sexta-feira.

Os jogadores e o governo de Togo esperavam poder voltar ao torneio após o fim do luto, mas a Confederação Africana de Futebol (CAF) rejeitou, nesta segunda-feira, o pedido dos togoleses.

Leia mais na BBC Brasil: Confederação Africana rejeita pedido do Togo de voltar a torneio em Angola

O primeiro-ministro togolês, Gilbert Huongbo, descreveu a emboscada como um acontecimento "vergonhoso" para o futebol africano, e criticou o governo angolano por não dar segurança suficiente às seleções que participam da Copa.

O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, condenou o ataque na cerimônia de abertura da copa, quando foi observado um minuto de silêncio.

No domingo, vários líderes africanos, reunidos em Luanda para a abertura do torneio, também manifestaram seu repúdio ao incidente.

"A minha presença aqui é a nossa demonstração de que não podemos ser condicionados por três ou quatro indivíduos ou grupos de terroristas", disse o presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, ao Jornal de Angola.

Notícias relacionadas

Links de internet relacionados

A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos de internet