Terremoto no Haiti

Presidente do Haiti diz que milhares podem ter morrido em tremor

René Préval (dir.) e a primeira-dama Elizabeth Préval (arquivo)

René Préval (dir.) afirmou que não dormiu desde o terremoto

Em sua primeira entrevista desde o terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, o presidente haitiano, René Préval, descreveu o tremor da última terça-feira como uma "catástrofe".

Em entrevista ao jornal americano The Miami Herald, Préval afirmou que o país foi destruído e que ele acredita que milhares de pessoas foram mortas, mas não deu números exatos.

"Temos que fazer uma avaliação", disse Préval, que acrescentou que a destruição é "inimaginável".

O premiê do país, Jean-Max Bellerive, disse à rede de TV americana CNN que o número de mortos pode chegar a 100 mil.

Ao Miami Herald, o presidente haitiano fez um apelo urgente por ajuda ao Haiti e acrescentou que há corpos de pessoas mortas pelos escombros do prédio do Parlamento, além de sobreviventes que ainda não foram resgatados.

"O Parlamento desabou. Escolas desabaram. Hospitais desabaram. Muitas escolas estão com muitas pessoas mortas dentro", afirmou o presidente haitiano.

O senador haitiano Joseph Lambert também descreveu a destruição depois do tremor, falando em frente ao prédio do Parlamento.

"Imagine escolas, hospitais, prédios do governo, tudo destruído."

Mas Lambert também falou sobre a futura reconstrução do país.

"É nosso país. Não temos escolha. É uma catástrofe, mas não temos escolha a não ser reconstruir", afirmou.

Hospitais lotados

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Na entrevista ao The Miami Herald, Préval disse que foi a vários bairros de Porto Príncipe para verificar os danos causados pelo terremoto.

"Todos os hospitais estão lotados. É uma catástrofe", disse.

O presidente haitiano afirmou que não dormiu desde o terremoto, mas que outras pessoas dormiram nas ruas, pois temiam voltar para suas casas.

"Esta é uma catástrofe", afirmou a primeira-dama do Haiti, Elisabeth Préval. "Estou pisando em corpos. Muitas pessoas ainda estão soterradas nos prédios. O hospital geral desabou. Precisamos de apoio, precisamos de ajuda", acrescentou.

Além da capital, Porto Príncipe, a cidade de Jacmel, com uma população de cerca de 50 mil pessoas, também foi muito atingida pelo terremoto.

As buscas por mortos e feridos continuam nesta quarta-feira e ainda não há um número oficial de vítimas, mas teme-se que centenas, ou até milhares de pessoas podem ter morrido.

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