Europa

Professor belga admite ser assassino em série e reivindica 15 mortes

Eddy e Martine Van Uytsel, pais de Annick, morta por Janssen em 2007

Os pais de Annick deram entrevista depois de confissão de Janssen

A confissão de um professor de segundo grau, que admitiu ser um assassino em série e afirmou ter matado até 15 pessoas e estuprado diversas outras durante os últimos dez anos, sem despertar a menor suspeita, está chocando a sociedade belga.

Ronald Janssen, de 38 anos, foi detido na semana passada na cidade de Halen, ao Norte do país, por suspeita de que poderia estar envolvido no assassinato de sua vizinha Shana Appeltans, de 18 anos, e seu namorado, Kevin Paulus, de 20, cujos corpos baleados foram descobertos próximo à residência da jovem na madrugada de 2 de janeiro.

Confrontado pela polícia com a descoberta de que possuía três armas em condições ilegais, Janssen acabou confessando não apenas o duplo crime, mas também o assassinato de Annick Van Uytsel, de 18 anos, em 2007, um caso que havia sido arquivado por falta de pistas.

Van Uytsel foi relacionada agora ao suspeito porque os investigadores do caso lembraram que o último sinal emitido por seu celular na noite de seu desaparecimento foi captado por uma antena de Halen, próxima à casa de Janssen e longe do local onde a vítima foi vista pela última vez.

Os relatos do professor de desenho industrial foram se multiplicando e, na terça-feira, o assassino em série confesso teria reivindicado um total de 15 assassinatos, todos por motivos sexuais, além de "diversos" estupros.

Jornais locais afirmam que suas vítimas teriam entre 15 e 28 anos e os crimes teriam começado no início da década de 90, quando Janssen era estudante da universidade belga de Louvain.

'Professor modelo'

As autoridades belgas começam a reexaminar uma série de crimes não resolvidos no país, entre eles o assassinato de Ingrid Caeckaert, 26 anos, em 1991, e da alemã Carola Titze, 16 anos, cujo corpo foi encontrado na Bélgica em 1996.

Também as autoridades holandesas pediram que se investigue a possível participação de Janssen em vários crimes cometidos na região de Maastricht, na fronteira com a Bélgica.

A imprensa belga assegura que o professor, divorciado e pai de duas meninas de 8 e 11 anos, nunca levantou suspeitas em seu círculo de amigos, colegas ou alunos.

"Ele parecia um professor modelo, que se comportava adequadamente com seus alunos", afirmou à televisão local RTBF o advogado que representou Janssen durante seu processo de divórcio, Jan Lambert.

Agora o assassino confesso está sendo comparado a Marc Dutroux e Michel Fourniret, protagonistas dos piores casos de pedofilia e assassinatos em série da Bélgica, cometidos também durante os anos 90.

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