AVIAÇÃO

Equipes resgatam 27 corpos do mar após queda de Boeing no Líbano

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Autoridades libanesas disseram que já foram resgatados 27 corpos de vítimas da queda da aeronave da Ethiopian Airlines, que caiu no mar com 90 pessoas a bordo na madrugada desta segunda-feira logo após decolar do aeroporto de Beirute, no Líbano.

De acordo com a Ethiopian Airlines, o avião, um Boeing 737, levava 82 passageiros e 8 tripulantes.

Testemunhas disseram ter visto uma bola de fogo no céu antes de o avião cair.

A aeronave desapareceu das telas dos radares cerca de cinco minutos após a decolagem, ocorrida em meio a uma tempestade por volta das 2h30 no horário local (22h30 de domingo em Brasília).

Segundo o Ministério da Defesa, duas crianças estão entre os corpos resgatados até agora. As autoridades também disseram que o corpo da mulher do embaixador da França em Beirute, Marla Pietton, também foi resgatado e levado a um hospital militar.

As equipes de busca também já encontraram diversos destroços do avião, como assentos de passageiros, extintores de incêndio, caixas de primeiros-socorros e pequenas partes da fuselagem. Algumas peças apareceram na praia trazidas pelas ondas.

O governo libanês declarou que equipes de investigação já estão verificando os destroços e que todos os esforços estão sendo feitos para encontrar a caixa-preta do avião.

O ministro da Defesa, Elias Murr, descartou a hipótese de atentado terrorista.

Operação de resgate

Soldados do Líbano recolhem destroços do avião que caiu

Avião da Ethiopian Airlines havia acabado de decolar de Beirute

As autoridades do Líbano mobilizaram uma grande operação de resgate. Forças navais e helicópteros do Exército libanês e das tropas de paz das Nações Unidas buscam por sobreviventes.

Segundo o ministro dos Transportes e Obras Públicas, Ghazi Aridi, a aeronave caiu a cerca de 3,5 km da costa da cidade libanesa de Naameh, ao sul da capital.

Equipes de resgate disseram à mídia local que o avião pode ter afundado a uma profundidade de 500 metros. Um porta-voz do Exército disse que o mar agitado e o mau tempo, com chuva e vento forte, estão dificultando o trabalho das equipes de resgate.

O presidente do Líbano, Michel Suleiman, descartou a hipótese de um atentado terrorista.

“O incidente é doloroso, mas um ato de sabotagem, até agora, é pouco provável. Uma investigação minuciosa determinará a causa da queda do avião”, disse Suleiman em uma entrevista coletiva.

O primeiro-ministro Saad Hariri declarou a segunda-feira como feriado nacional de luto pelas vítimas.

A sessão no Parlamento libanês desta segunda-feira foi cancelada. O Ministério da Educação também determinou que escolas e universidades cancelassem as aulas para hoje.

Parentes das vítimas procuravam desesperadamente por informações no aeroporto de Beirute.

O governo libanês ordenou que equipes de assistência prestassem ajuda aos familiares das vítimas.

A maioria dos passageiros a bordo do voo ET409, que tinha como destino a capital da Etiópia, Adis-Abeba, era de cidadãos libaneses e etíopes.

Mas a empresa aérea disse que também estavam na aeronave cidadãos do Reino Unido, Turquia, França, Rússia, Canadá e Síria.

A Etiópia e o Líbano mantêm fortes laços comerciais, e milhares de etíopes trabalham no país árabe como empregados domésticos.

A Ethiopian Airlines opera um voo regular entre Addis Abeba e Beirute.

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