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Escultura é arrematada por US$ 104 milhões e bate recorde

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Uma escultura de bronze do escultor suíço Alberto Giacometti foi leiloada em Londres por £ 65 milhões (US$ 104 milhões), um preço jamais alcançado por outra obra de arte vendida sob o martelo.

Foram necessários apenas oito minutos para o preço da escultura L'Homme Qui Marche I sair do valor inicial de £12 milhões (pouco mais de US$ 19 milhões) e escalar até £ 58 milhões (US$ 93 milhões), na casa de leilões Sotheby's.

Adicionando o prêmio do leiloeiro, o valor alcança £ 65 milhões (US$ 104 milhões), um recorde. Um Picasso vendido em 2004 em Nova York atingiu a mesma quantia em dólares, mas, pela diferença cambial, rendeu £ 7 milhões a menos para a mesma Sotheby's.

Apenas obras vendidas em operações privadas alcançaram valor tão alto.

"Existe um mercado que é um pouco uma exceção para objetos que são exceção", disse a editora do The Art Newspaper, Georgina Adam, para quem o preço astronômico se explica pela pouca oferta de trabalhos de Giacometti no mercado de arte.

"Se algo é uma oportunidade única na vida, os compradores estão dispostos a pagar quantias enormes porque é 'agora ou nunca'."

Raridade

Giacometti (1901-1966) é considerado um dos mais importantes artistas suíços do século 20. Nascido na Suíça de língua italiana, o filho de artistas desde cedo se interessou pelo ofício.

Seus trabalhos estão expostos em alguns dos principais museus do mundo, incluindo a Tate Gallery, de Londres, o Kunsthaus, de Zurique, e o Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York.

"L'Homme Qui Marche I é provavelmente uma das esculturas mais simbólicas de Giacometti. Seu leilão é algo raro, já que nunca houve uma seleção desses bronzes sendo oferecida no mercado", disse Helena Newman, porta-voz da Sotheby's.

O recorde anterior alcançado por uma obra em leilão foi do quadro Garçon à la Pipe, vendido em Nova York em 2004.

Existe um mercado que é um pouco uma exceção para objetos que são exceção. Se algo é uma oportunidade única na vida, os compradores estão dispostos a pagar quantias enormes porque é 'agora ou nunca'.

Georgina Adam, editora do The Art Newspaper

Em vendas privadas, o quadro Nº 5, 1948, de Jackson Pollock, alcançou US$ 140 milhões em 2006.

No mesmo leilão em que o bronze de Giacometti bateu recorde, uma pintura rara do pintor austríaco Gustav Klimt foi vendida por quase £ 27 milhões (no câmbio atual, US$ 42 milhões) desta hoje e, o valor mais alto para o artista.

Kirche in Cassone, de 1913, é uma rara paisagem de Klimt, executada durante suas férias nos lagos italianos. A obra foi perdida durante a 2ª Guerra Mundial e encontrada depois.

A pintura Pichet et fruits, de Paul Cézanne, foi vendida por pouco menos de £ 12 milhões.

Para Melanie Clore, vice-presidente da Sotheby's, os valores mostram a recuperação do mercado de arte, após um ano incerto de crise econômica.

"Existe um interesse incrível pelas artes visuais", ela disse. "Estou nesse mercado há mais de 20 anos e nunca vi um mercado tão global."

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