Exportações chinesas crescem pelo segundo mês consecutivo

porto, China (AFP)
Image caption China é agora oficialmente o maior país exportador do mundo.

As exportações chinesas cresceram 21% em janeiro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados consolidam a posição do país como o maior exportador do mundo.

A posição de liderança da China no comércio mundial foi confirmada nesta terça-feira com a divulgação de dados sobre a economia alemã, que sofreu, em 2009, a maior queda de suas exportações em 50 anos.

Até o ano passado, era a Alemanha o país que ocupava a posição de maior exportador do mundo.

A economia chinesa foi fortemente afetada pela crise econômica mundial, levando a uma queda acentuada na demanda internacional pelos produtos de exportação chineses.

Durante 13 meses consecutivos, o país registrou declínio em suas exportações. A tendência de queda só foi revertida em dezembro de 2009, quando as exportações chinesas subiram 17,7%.

Segundo analistas, o crescimento das exportações pelo segundo mês consecutivo demonstra que o comércio do país com o resto do mundo está novamente estável.

Importações

As importações chinesas cresceram quase 86% em janeiro, quando comparadas com janeiro de 2009. A alta nas importações é resultado de um pacote de medidas do governo para aumentar a demanda interna.

Fatores sazonais ajudaram a impulsionar os números de janeiro. Em 2009, o Ano Novo chinês caiu em janeiro e muitas fábricas fecharam no feriado. Este ano, o feriado será em fevereiro.

O preço do petróleo e de outras commodities também estavam mais baixos há um ano e isso ajudou a aumentar o montante nos custos de importação registrados em janeiro de 2010.

Ainda assim, analistas afirmam que os dados sobre o comércio exterior da China confirmam que a recuperação da economia do país está nos trilhos.

A preocupação de alguns especialistas agora gira em torno da rentabilidade das fábricas chinesas e da inflação registrada no país.

O Banco Central chinês insistiu nesta terça-feira que o aumento de preços registrado até agora é relativamente baixo, mas reconheceu que irá observar de perto a inflação do país.