Dissidente cubano preso morre após 85 dias de greve de fome

Orlando Zapata (no meio)
Image caption Orlando Zapata (centro) foi preso em 2003 junto com mais de 70 ativistas

Um dos principais dissidentes políticos cubanos, Orlando Zapata, morreu na tarde de terça-feiraem um hospital da capital de Cuba, Havana, após uma greve de fome de 85 dias.

Zapata morreu aos 42 anos, mesmo após ter sido transferido de um presídio na província de Camaguey, onde começara a sua greve de fome, para o hospital.

Desde 2003, a organização internacional de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional classificava Zapata como "prisioneiro de consciência".

Na época, ele foi preso com mais de 70 adversários políticos do regime comunista cubano.

Ele é o primeiro prisioneiro político a morrer de fome no país em quase 40 anos.

'Mercenários'

O governo de Cuba considera os prisioneiros dissidentes como "mercenários" a serviço dos Estados Unidos.

Há poucas semanas, a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional havia afirmado que o estado de saúde de Zapata era "preocupante" e feito um apelo por sua libertação imediata.

Em seu relatório anual, publicado em janeiro, a CCDHRN afirmou que havia 201 presos políticos em Cuba.

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