Chile amplia toque de recolher e total de soldados nas ruas

Chile
Image caption Soldados realizam patrulhas para manter o toque de recolher

O governo do Chile ampliou nesta terça-feira o toque de recolher em vigor em regiões atingidas pelos terremotos que ocorreram desde o último sábado no país, deixando pelo menos 795 mortos.

O toque de recolher passou a vigorar por 18 horas, das 18h ao meio-dia, na segunda maior cidade do país, Concepción, palco de uma onda de saques.

Outras três cidades onde houve saques, Talca, Cauquenes e Constitución, também passaram a ter toque de recolher.

A medida foi anunciada após a presidente chilena, Michelle Bachelet, ter anunciado a ampliação no policiamento das cidades mais devastadas, com um reforço de 14 mil soldados.

Segundo Bachelet, a situação já está sob controle, e os militares também vão organizar a distribuição de alimentos aos desabrigados.

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Hillary

Além dos 14 mil militares, vários navios e 50 aviões foram mobilizados para ajudar as regiões atingidas.

Em visita ao Chile nesta terça-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reforçou a oferta de ajuda de seu país a Bachelet.

A comitiva de Clinton levou ao Chile 25 telefones com conexão via satélite para facilitar a comunicação.

"Os Estados Unidos vão ajudar aqui depois que os outros saírem", disse a secretária, ao desembarcar em uma base aérea na capital, Santiago. "Estamos prontos para ajudar da forma que o governo chileno precisar."

Clinton elogiou a postura das equipes de resgate chilenas, as primeiras a chegar em Porto Príncipe, no Haiti, após o desastroso terremoto do mês passado.

Toque de recolher

Concepción, com cerca de 500 mil habitantes, fica a cerca de 400 km de Santiago e na área mais afetada pelo principal tremor, de 8,8 graus de magnitude, ocorrido no sábado.

Uma ponte aérea especial está funcionando entre a cidade e Santiago, para agilizar o socorro.

A principal rodovia de acesso à cidade foi muito atingida pelos tremores, mas permanece aberta, de acordo com o correspondente da BBC Andy Gallacher.

Além de reforçar a segurança nas ruas, a presidente chilena fez um apelo à população para que evite a violência.

“Quero fazer um chamado a consciência das pessoas. A delinquência não é aceitável”, disse ela a canais de televisão locais.

Ajuda

Segundo o governo chileno, cerca de 1,5 milhão de casas foram danificadas e 2 milhões de pessoas foram afetadas pelo tremor.

A ONU afirmou na segunda-feira que a ajuda deve ser enviada rapidamente ao país após o apelo internacional feito por Bachelet.

A Argentina anunciou o envio de seis aviões levando um hospital de campanha, 55 médicos e estações portáteis de purificação de água.

O Brasil também anunciou o envio de ajuda ao Chile, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Santiago nesta segunda-feira para levar pessoalmente a oferta de assistência aos chilenos.

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