Nova mensagem ‘de Bin Laden’ ameaça americanos

Osama Bin Laden (arquivo)
Image caption Bin Laden também teria divulgado mensagens em áudio em janeiro

Uma nova mensagem de áudio atribuída ao líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, divulgada nesta quinta-feira, ameaça americanos de morte caso o acusado de planejar os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, Khalid Sheikh Mohammed, seja executado.

Na gravação, exibida pela rede de televisão árabe Al-Jazeera, Bin Laden cita não apenas Mohammed, mas também outros quatro suspeitos do 11 de Setembro, e afirma que, se os Estados Unidos tomarem a decisão de executar os acusados, a Al-Qaeda também vai "executar" qualquer americano que seja capturado.

"A Casa Branca declarou seu desejo de executar (Mohammed e os outros suspeitos). No dia em que os Estados Unidos tomarem esta decisão, também estarão tomando a decisão de que, caso algum de vocês caia em nossas mãos, seja executado", afirma a mensagem de áudio.

Na mensagem, divulgada nesta quinta-feira, o narrador que seria Oscama Bin Laden também acusa o presidente americano, Barack Obama, de "seguir os passos de seu predecessor".

"Os políticos na Casa Branca estavam e ainda estão cometendo injustiças contra nós, especialmente ao apoiar Israel em sua contínua ocupação da Palestina."

"Eles costumavam pensar que os Estados Unidos estão protegidos da fúria dos oprimidos, até que nossa reação foi ouvida em sua casa, no 11 de setembro (de 2001), com a ajuda de Deus", continua a gravação.

Em uma outra mensagem de áudio que seria de Osama Bin Laden, também divulgada pela Al-Jazeera no final de janeiro, o líder da Al-Qaeda culpou os Estados Unidos pelo aquecimento global.

Dias antes, uma outra gravação divulgava o que seria a voz de Bin Laden elogiando a tentativa de atentado em um avião comercial nos Estados Unidos no último dia de Natal.

Críticas

A Casa Branca tem sido criticada por seus planos de julgar cinco suspeitos do 11 de Setembro em Nova York.

Os críticos afirmam que um julgamento destes realizado perto do local onde ficavam as torres do World Trade Center, alvos dos ataques em 2001, seria caro e causaria tumulto.

Autoridades da Casa Branca ainda precisam decidir se o julgamento será realizado em um tribunal federal ou em uma comissão militar.

Os promotores devem pedir a pena de morte para os suspeitos. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse em janeiro que, se for considerado culpado, Khalid Sheikh Mohammed "vai se encontrar com seu criador".

O Pentágono, por sua vez, afirma que Mohammed admitiu a responsabilidade "de A a Z" em relação aos ataques contra Nova York e Washington.

Depois de sua captura no Paquistão, em 2003, Mohammed foi mantido em uma prisão secreta da Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), na qual foi submetido a interrogatório antes de ser transferido para Guantánamo em 2006.

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