Protestos contra o governo deixam pelo menos 17 mortos no Quirguistão

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Ao menos 17 pessoas foram mortas durante uma escalada de protestos contra o governo no Quirguistão nesta quarta-feira, com enfrentamentos entre manifestantes e a polícia na capital do país, Bishkek.

O presidente Kurmanbek Bakiyev declarou estado de emergência na capital e em outras três regiões do país.

Segundo testemunhas, a polícia de choque chegou a disparar tiros com armas de fogo para dispersar os manifestantes, após disparar, sem sucesso, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Os protestos populares, que começaram no mês passado, ganharam força na terça-feira na cidade de Talas, espalhando-se depois para Bishkek e outras cidades.

Os manifestantes pedem a renúncia de Bakiyev, que chegou ao poder em 2005 durante uma revolta popular.

Líderes da oposição acusam o governo de corrupção e criticam a condução da política econômica em meio à crise.

Na capital, as forças policiais impediram os manifestantes de tomar o palácio presidencial, mas não conseguiram evitar que a TV e a rádio estatais saíssem do ar brevemente após terem suas sedes invadidas.

O Ministério da Saúde e um líder da oposição confirmaram que ao menos 17 pessoas morreram. O ministério disse ainda que 180 pessoas ficaram feridas, mas não informou quantos desses eram manifestantes ou policiais.

Segundo a correspondente da BBC em Bishkek Rayhan Demytrie, os protestos não têm uma liderança clara, após a prisão de vários líderes opositores na madrugada desta quarta-feira.

O Quirguistão, uma ex-república soviética de maioria islâmica, abriga uma base militar usada pela Força Aérea dos Estados Unidos no trânsito para o vizinho Afeganistão.

O país também é visto como área de influência estratégica pela Rússia.

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