Europa

Acidente de avião mata presidente polonês na Rússia

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O presidente polonês, Lech Kaczynski, morreu neste sábado quando o avião que o transportava se acidentou próximo de um aeroporto na Rússia.

O chefe de Estado viajava com a primeira-dama, Maria, e altas autoridades do seu governo, incluindo o presidente do Banco Central.

Segundo os relatos, havia quase cem pessoas a bordo do avião e ninguém sobreviveu.

O avião, um Tupolev-154, viajava de Varsóvia para a cidade russa de Smolensk, onde as autoridades polonesas participariam de uma cerimônia para lembrar os 70 anos de um massacre de mais de 20 mil prisioneiros de guerra por forças russas na floresta de Katyn durante a Segunda Guerra Mundial.

A tragédia ocorreu no momento em que a aeronave tentava pousar em meio à névoa densa, pouco antes das 11h de Moscou (4h em Brasília).

O governador da província de Smolensk, Sergei Antufiev, declarou na TV russa que o Tupolev-154 atingiu a copa das árvores, caiu no chão e se partiu.

Entre outras altas autoridades polonesas dentro do avião estavam o chefe do Exército do país, Franciszek Gagor, e o presidente do BC polonês, Slawomir Skrzypek. Além disso, faziam parte da comitiva historiadores consagrados e políticos de renome.

Pela Constituição polonesa, novas eleições devem ser convocadas até o fim de junho. O cargo de presidente interino será exercido pelo líder da Câmara baixa do Parlamento polonês, Bronislaw Komorowski.

Reações

Os soviéticos mataram as elites polonesas em Katyn há 70 anos. Hoje, a elite polonesa morreu no mesmo local tentando prestar uma homenagem aos poloneses que lá morreram (antes).

Lech Walesa, ex-presidente polonês

O correspondente da BBC em Varsóvia, Adam Easton, disse que o acidente está sendo sentido como uma "catástrofe" para os poloneses, independente de sua posição política em relação ao presidente.

De acordo com o repórter, muitos, visivelmente aturdidos, se reuniram em frente ao palácio presidencial em Varsóvia para deixar flores e acender velas. Um luto de sete dias foi decretado no país.

O premiê do país, Donald Tusk, teria chorado ao ser informado do incidente. Ele disse que viajará ao local do acidente.

Líderes mundiais expressaram suas condolências pela morte de Kaczynski. Na Rússia, o presidente Dmitri Medvedev se solidarizou com a Polônia. A investigação sobre as causas do acidente será conduzida pelo premiê russo, Vladimir Putin.

Os Estados Unidos disseram que esta foi uma "terrível tragédia" para a Polônia.

Já a União Europeia expressou solidariedade com o Estado-membro do bloco.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que estava "chocada" com o incidente, enquanto o premiê britânico, Gordon Brown, expressou tristeza e descreveu Lech Kaczynski como "um dos atores que definiram a história política moderna" de seu país.

Histórico

Lech Kaczynski, que exerceu o cargo de prefeito da capital, Varsóvia, por três anos, foi eleito presidente da Polônia em 2005.

O presidente polonês e a primeira-dama

Kaczynski foi eleito em 2005 com agenda social e conservadora

Advogado das políticas de bem-estar social e resistente a reformas de mercado, ele esteve no centro de polêmicas envolvendo sua agenda influenciada fortemente por um conservadorismo católico.

Junto com seu irmão gêmeo, o ex-premiê Jaroslaw Kaczynski, ele fundou em 2001 o Partido da Lei e Justiça, que reiterava os valores tradicionais oriundos da fé católica, predominante na Polônia.

A história do líder está ligada à campanha pelo fim do Comunismo no país, nos anos 1980.

O ex-presidente polonês Lech Walesa, que liderou o movimento Solidariedade, peça central na luta pela democratização do país na mesma época, qualificou o desastre como "inconcebível".

"Os soviéticos mataram as elites polonesas em Katyn há 70 anos. Hoje, a elite polonesa morreu no mesmo local tentando prestar uma homenagem aos poloneses que lá morreram", declarou Walesa à agência AFP.


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