Agências de classificação disfarçaram riscos antes de crise, diz investigação nos EUA

Senador Carl Levin
Image caption Senador Carl Levin preside subcomissão que investiga agências

Uma investigação feita por senadores americanos concluiu que algumas das principais agências de classificação de risco dos Estados Unidos ajudaram os bancos a disfarçar os riscos de determinados investimentos antes do surgimento da crise global financeira, em setembro de 2008.

A Subcomissão Permanente de Investigações do Senado disse que as agências Moody's e Standard & Poor's sabiam que alguns investimentos eram mais arriscados do que o índice de risco dado por elas faria supor.

A investigação afirma que as duas empresas recomendaram "altos níveis de confiança sem restrições" para alguns produtos financeiros sob influência de grandes bancos, que são os principais clientes das agências.

O presidente da subcomissão, o senador democrata Carl Levin, disse que as agências deixaram os bancos "vender ações de alto risco em garrafas com rótulo de baixo risco".

O comitê também disse que a busca por lucros por parte das agências afetou a forma como elas classificam riscos, contribuindo para agravar a crise financeira mundial.

A Moody's e a Standard & Poor's são consultadas por investidores justamente por fornecerem informações supostamente independentes sobre papéis negociados no mercado.

Os senadores investigaram até e-mails de funcionários das duas agências, em que a influência de alguns bancos sobre a classificação de riscos era discutida abertamente.

Os executivos da Moody's e da Standard & Poor's responderão a perguntas dos senadores americanos em uma audiência da subcomissão nesta sexta-feira.

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