Estados Unidos

Polícia descarta ligação de carro-bomba em NY com grupos islâmicos

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O chefe da polícia de Nova York, Ray Kelly, disse neste domingo que um "homem branco de meia-idade" filmado por câmeras de circuito interno de TV está sendo tratado como possível suspeito da suposta tentativa de ataque com um carro-bomba na Times Square, no coração da cidade, no sábado.

Segundo Kelly, o homem foi visto tirando a camisa perto do local e a colocando dentro de uma bolsa.

Detetives investigando o caso disseram que não há provas de qualquer ligação da milícia Talebã ou outros grupos militantes islâmicos com o possível atentado.

Mais cedo, um grupo paquistanês com relações com o Talebã pôs na internet um vídeo em que assume a autoria do atentado.

Entretanto, a secretária americana de Segurança Nacional, Janet Napolitano, afirmou não haver provas de que se trate de mais do que um "evento isolado".

'Amador'

Segundo ela, o carro-bomba foi um "potencial ataque terrorista".

O carro, uma caminhonete Nissan estacionada na altura da rua 45, continha material explosivo suficiente para criar uma "grande bola de fogo", segundo a polícia de Nova York.

Dentro do veículo estavam também contêineres de gás propano, gasolina, fogos de artifício e um relógio a pilha.

O artefato foi descrito como "amador" pelas autoridades americanas. Imagens do relógio acoplado à bomba foram divulgadas.

O veículo estava com o motor e o pisca-alerta ligados quando a polícia foi alertada por um vendedor de rua.

O relógio a pilha usado na fabricação da bomba

Polícia ainda não sabe razões para suposta tentativa de atentado

Os policiais cercaram e evacuaram a área e conduziram uma detonação controlada do artefato.

Varios edifícios comerciais foram esvaziados e as linhas de metrô foram interrompidas.

A caminhonete foi levada para um laboratório da perícia no distrito de Queen, nos arredores de Nova York, e a Times Square foi reaberta.

O local é um dos mais populares entre os turistas que visitam Nova York e estava lotado na hora do incidente.

Investigação

Após o susto inicial, Janet Napolitano disse que há "uma porção de evidências sendo analisada por muita gente" para tentar descobrir o mentor do possível atentado.

Câmeras de circuito interno de TV da área estão sendo revisadas, porque há relatos de que uma pessoa foi vista correndo do veículo.

A polícia descobriu que as placas do carro não condiziam com o número do chassi. O registro pertencia a um homem do estado de Connecticut, que disse à polícia ter enviado as placas para um ferro-velho.

"Temos sorte. Graças a nova-iorquinos em alerta e ao profissionalismo dos policiais, evitamos o que poderia ter sido um evento mortal", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, em uma entrevista coletiva.

"Não temos ideia de quem fez isto nem por quê. O incidente nos recorda dos perigos que enfrentamos", disse.

Em visita ao Estado da Louisiana, onde foi acompanhar os esforços para conter a mancha de petróleo que avança em direção à costa americana, neste domingo, o presidente Barack Obama elogiou a resposta rápida da polícia nova-iorquina.

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