Nick Clegg quer maior participação britânica na UE

Nick Clegg
Image caption Nick Clegg é poliglota e extremamente telegênico

Nick Clegg gosta de ser visto como um líder político moderno. Após as renúncias de Charles Kennedy – devido a problemas com bebida – e de Sir Menzies Campbell – em meio à controvérsia sobre sua idade, no fim de 2007 – os Liberal Democratas queriam um rosto novo em seu comando. E conseguiram um.

Pouco conhecido por pessoas fora do meio político, Clegg deixou sua marca na liderança do partido.

Pai de três filhos aos 43 anos, poliglota e extremamente telegênico, tornou-se o mais jovem líder de um partido. Clegg é provavelmente o primeiro político britânico graduado a fazer um relato público de suas conquistas sexuais, tendo admitido publicamente, em uma entrevista, que dormiu com “nada mais que 30 mulheres”.

Em outra oportunidade, ele disse que não era “exatamente crente em Deus” – outro assunto que políticos tendem a evitar. Ele também explicou como, quando era um estudante de intercâmbio de 16 anos em Munique, foi obrigado a fazer trabalho comunitário, depois de atear fogo a uma coleção de cactus raros.

Casado com a advogada espanhola Miriam Gonzalez Durantez, ele é amigo do apresentador de TV Louis Theroux e do diretor de cinema Sam Mendes.

Entrou em licença paternidade quando seu terceiro filho, Miguel, nasceu, no ano passado.

Após se formar na universidade de Cambridge e fazer cursos de pós-graduação nos EUA e na Bélgica, Clegg trabalhou como professor e jornalista.

Trabalhou na Comissão Europeia, administrando projetos de ajuda e comércio. Enquanto trabalhava lá, o vice-presidente da comissão, Leon Brittan, tentou seduzi-lo e fazê-lo se tornar um conservador, mas ele não quis.

Em vez disso, Clegg escolheu os liberais-democratas, e, em 1999, foi eleito membro do Parlamento Europeu. Deixou a posição após cinco anos, dizendo que era difícil conciliar o trabalho com a vida em família.

Tornou-se deputado por Sheffield Hallam em 2005.

Clegg tentou adaptar a política liberal-democrata para lidar com a crise econômica e com o déficit público.

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