Sites de jornais britânicos destacam indefinição nas eleições

Os jornais britânicos desta sexta-feira não conseguiram reproduzir o resultado das eleições para o Parlamento realizadas na véspera.

Com o fechamento das urnas ocorrendo às 22h00 (18h00 de Brasília) de quinta-feira, e sem um sistema eletrônico de votação, a apuração dos votos em todo o país entrou pela madrugada, deixando a cobertura para as edições online.

O site do jornal The Guardian diz que a indefinição da eleição colocou o primeiro-ministro, Gordon Brown, e o líder dos Conservadores, David Cameron, num cabo-de-guerra para ver quem ocupa o número 10 de Downing Street, a residência oficial do primeiro-ministro britânico.

No site do Independent a manchete dizia que Gordon Brown "luta para se manter no poder", numa referência ao direito assegurado pela Constituição do país que garante ao primeiro-ministro prioridade na formação de alianças para compor o novo governo, no caso de nenhum partido conseguir a maioria absoluta do número de cadeiras no Parlamento.

Golpe fatal

Para o Daily Mirror, o conservador David Cameron não conseguiu dar um "golpe fatal" nos adversários que lhe assegurasse o poder. Apesar de ter eleito o maior número de deputados, o partido de Cameron não conseguiu atingir a maioria absoluta (326 cadeiras) necessária para a indicação automática do novo primeiro-ministro.

No seu website, o jornal The Sun, do empresário australiano, Rupert Murdoch, que apoia declaradamente os Conservadores, disse que o resultado mostra que "a Grã-Bretanha rejeita Gordon Brown".

Também de propriedade de Murdoch, o Times, diz que a indefinição das eleições fez a propaganda política entrar em erupção, com cada partido apresentando seus argumentos para governar o país.

Mantendo-se de fora da disputa pelo poder, o site do Daily Mail disse que era um "escândalo", o fato de "dezenas de milhares" de eleitores não terem conseguido votar. Várias sessões eleitorais não tiveram capacidade de atender aos eleitores que acabaram comparecendo em número maior do que o previsto. Muitos tiveram que voltar para casa sem votar, com o fechamento das urnas mantido às 22h00. A Comissão Eleitoral Britânica abriu um inquérito em caráter urgente para apurar os incidentes.

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