Obama indica mulher que nunca foi juíza para a Suprema Corte

Elena Kagan, escolhida para a Suprema Corte dos EUA
Image caption Kagan é a 1ª indicada em anos a não ter experiência como juíza

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou nesta segunda-feira a procuradora-geral do país, Elena Kagan – que nunca atuou como juíza –, para a Suprema Corte, o tribunal de mais alta instância do país.

Caso seja confirmada pelo Senado, Kagan, de 50 anos, vai ocupar a vaga do juiz John Paul Stevens, que anunciou sua aposentadoria no mês passado, e será a mais jovem integrante da Suprema Corte.

Ela também será a terceira mulher na atual composição da Suprema Corte, e a primeira integrante em quase 40 anos a não ter atuado como juíza, fato que provocou algumas críticas.

Ao fazer o anúncio de sua escolha, na Casa Branca, Obama disse que Kagan vai trazer “excelência, independência, integridade e paixão” ao cargo.

“Eu espero trabalhar com o Senado e obrigada, senhor presidente, por essa honra”, disse Kagan.

Liberal

Considerada liberal em muitas de suas posições, Kagan tem um histórico de defesa dos direitos dos homossexuais que, segundo alguns analistas, poderá preocupar os republicanos no Senado.

Kagan foi reitora da Faculdade de Direito de Harvard e atuou como conselheira do governo de Bill Clinton de 1995 a 1999.

No ano passado, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos.

Segundo analistas, as opiniões de Kagan sobre temas polêmicos nos Estados Unidos, como aborto ou porte de armas, deverão ser foco de sua audiência de confirmação no Senado.

Apesar das críticas, alguns analistas afirmam que a falta de experiência de Kagan como juíza pode também se revelar positiva em sua confirmação no Senado, já que a oposição não poderá atacá-la baseada em seu histórico de decisões sobre temas polêmicos.

Notícias relacionadas