Ásia

Oposição ignora prazo do governo e mantém protesto em Bangcoc

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Um grupo de opositores da Tailândia ignorou nesta segunda-feira um prazo dado pelo governo para que abandonasse um acampamento no centro da capital, Bangcoc, dando prosseguimento à crise política no país.

O prazo expirava às 5h, hora de Brasília, mas os chamados camisas vermelhas, que entraram em choque com soldados nos últimos dias, permanecem no local.

Desde a semana passada, as forças de segurança tailandesas mantêm um cerco ao acampamento.

As autoridades haviam divulgado mensagens por meio de alto-falantes, televisão e mensagens de texto de celular advertindo que não é mais seguro permanecer na área e aconselhando os oposicionistas a saírem o mais rapidamente possível.

Porém, poucos dos cerca de cinco mil manifestantes do acampamento parecem ter atendido ao pedido.

Desde a última quinta-feira, a violência entre oposicionistas e forças de segurança do governo já deixou 37 mortos.

Negociação

Os camisas vermelhas exigem a renúncia do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, a dissolução do parlamento e a realização de eleições.

A grande maioria dos manifestantes apoia o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi deposto em 2006.

Os protestos vêm ocorrendo desde março, mas a violência voltou a aumentar na quinta-feira passada, quando o general dissidente Khattiya Sawasdipol, que apoiava a oposição, foi ferido com um tiro na cabeça.

Conhecido como Comandante Vermelho, Sawasdipol, que foi alvo de um atirador não identificado, morreu nesta segunda-feira, após permanecer vários dias em estado grave.

O governo disse que pode negociar o fim do cerco aos camisas vermelhas se eles deixarem o acampamento.

Líderes dos protestos, por outro lado, disseram que poderiam aceitar uma possível mediação das Nações Unidas desde que o governo recue suas tropas.

Clique Leia mais na BBC Brasil: Governo tailandês rejeita proposta de mediação da ONU feita por manifestantes

Aplausos

A correspondente da BBC Rachel Harvey, que está no acampamento, disse que após o horário imposto para todos deixarem o local, houve vários discursos e os presentes - a maioria mulheres - aplaudiram bastante.

"Nós vamos continuar persistindo em ficar aqui. E vamos falar para todos para não ter medo. É só ficar quieto, sentado ou de pé. E não revidar. E se eles quiserem nos matar, que nos matem", disse aos manifestantes Weng Tojirakarn, um dos líderes dos protestos.

Um grupo de mais de 300 pessoas que buscou refúgio em um templo próximo ao acampamento disse que não confia na oferta do governo de saída segura e não tem coragem de deixar o local.

Um ministro tailandês, Satit Wonghnongyaey, disse que o governo não vai desistir de sua tentativa de "fechar o cerco ao redor da área de protesto".

"Nós estamos pedindo aos cidadãos para que tenham cuidado e se protejam", afirmou.

Outro correspondente da BBC em Bangcoc, Chris Hogg, diz que a situação continua bastante tensa nas ruas da capital tailandesa.

Ele disse que soldados estão utilizando uma política de retenção com armas de fogo, atirando em direção ao acampamento para tentar manter os manifestantes a uma distância segura deles.

Em todo o país, 22 províncias já estão em estado de emergência - declarado pelo governo em uma tentativa de impedir que mais manifestantes cheguem à capital.

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