Ataque suicida mata cinco soldados americanos no Afeganistão

Cena da explosão em Cabul
Image caption A explosão no centro da cidade atingiu muitas mulheres e crianças

Um ataque suicida em Cabul deixou 18 mortos nesta terça-feira, incluindo cinco soldados americanos e um canadense, em um atentado considerado o mais violento na capital afegã em 2010.

Outras 52 pessoas ficaram feridas - a maior parte das vítimas era formada por civis afegãos, atingidos quando o suicida detonou o carro que dirigia, cheio de explosivos, em direção a um comboio da Otan. O atentado ocorreu na hora do rush, próximo ao Parlamento.

O Talebã assumiu o ataque, dizendo que usou uma caminhonete com 750 kg de explosivos. A explosão atingiu cinco veículos militares e mais de uma dezenas de veículos civis, incluindo um ônibus.

A polícia instalou novos postos de controle em Cabul neste ano, após uma série de ataques. As autoridades dizem ter prendido vários suspeitos que planejavam ataques suicidas, mas afirmam ser impossível parar e revistar todos os carros.

O Afeganistão se prepara para a realização de um conselho nacional (loya jorga) para discutir maneiras de pacificar o país. Recentemente, o governo sinalizou que pode incorporar no debate político alguns setores mais moderados do Talebã.

Reduto do Talebã

Em meio ao novo atentado em Cabul, militares da Otan revelaram que planejam uma grande ofensiva na província de Kandahar, berço e reduto maior do Talebã.

O número de soldados da Otan no Afeganistão deve chegar a 150 mil em agosto, como parte da estratégia de aumentar os esforços para derrotar a insurgência na região.

No Paquistão, a explosão de uma bomba nesta terça-feira deixou 12 mortos, incluindo policiais. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque.

O atentado ocorreu na província de Dera Ismail Khan, vizinha ao Wazaristão do Sul, onde o Exército paquistanês vem desde o ano passado realizando grandes ofensivas contra o Talebã.

A polícia afirmou que a bomba, escondida em uma bicicleta, foi detonada por controle remoto. Entre os mortos estavam mulheres e crianças.