Grécia recebe parcela de R$ 32,3 bilhões de pacote de ajuda

Euros (PA/Arquivo)
Image caption União Europeia já concedeu 14,5 bilhões de euros à Grécia

A Grécia recebeu nesta terça-feira 14,5 bilhões de euros (aproximadamente R$ 32,38 bilhões) correspondentes à primeira parte do empréstimo de emergência prometido pela União Europeia (UE) para auxiliar o país a solucionar a crise de sua dívida.

O montante soma-se aos 5,5 bilhões de euros concedidos pelo Fundo Monetário Internacional na semana passada e que fazem parte do empréstimo de 110 bilhões de euros (cerca de R$ 245 bilhões) prometido pela UE e pelo Fundo ao país e que deve ser liberado nos próximos três anos.

O dinheiro tem o objetivo de ajudar a Grécia a honrar seus compromissos com credores e equilibrar suas contas, em meio a uma crise financeira. O país tem uma dívida de 8,1 bilhões de euros vencendo na próxima quarta-feira.

O pacote de ajuda à Grécia havia sido aprovado pela UE e pelo Fundo no início de maio.

A crise grega ajudou a derrubar o euro em relação ao dólar, fazendo com que a moeda europeia atingisse na última segunda-feira seu menor valor frente à moeda americana desde 2006.

Os temores a respeito da estabilidade da moeda e sobre a possibilidade de a crise grega comprometer a recuperação econômica da Europa fez com que os ministros de Finanças do bloco insistissem na credibilidade do euro durante um encontro em Bruxelas na segunda-feira.

Escândalo

É a primeira vez que a Grécia tem acesso ao dinheiro prometido pela UE.

Em troca do empréstimo, o governo de Atenas está tentando promover cortes de custos e outras medidas de austeridade, o que levou a manifestações violentas nas últimas semanas.

Em meio a essas medidas, no entanto, um escândalo de sonegação de impostos atingiu o governo grego, levando à demissão da vice-ministra do Turismo, Angela Gerekou, na segunda-feira.

Gerekou foi obrigada a sair do governo depois de um jornal ter revelado que seu marido, um cantor popular no país, tinha mais de 5 milhões de euros em impostos não pagos.

A ex-ministra, que havia sido indicada pelo premiê grego George Papandreou, declarava impostos juntamente com o marido.

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