Meio Ambiente

EUA revelam contatos com Cuba sobre vazamento de petróleo

Navio tenta passar pela mancha de petróleo no Golfo do México

Navio tenta passar pela mancha de petróleo no Golfo do México

O Departamento de Estado americano informou nesta quarta-feira que está conversando com autoridades de Cuba sobre os riscos do vazamento de petróleo no Golfo do México.

Observadores afirmam que estas negociações demonstram o temor de que o petróleo possa ser levado por correntes para muito longe do local onde a plataforma Deepwater Horizon afundou, causando o vazamento.

"É nossa incumbência informar todos os nossos vizinhos, não apenas as ilhas, mas aqueles países que podem ser afetados pelos desastres que acontecem em nossas águas territoriais", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Gordon Duguid.

Mais cedo, a Agência Espacial Europeia advertiu que o petróleo que vazou no Golfo do México encontrou uma corrente marinha que pode levá-lo até o Estado da Flórida, ameaçando a fauna local.

Segundo a agência, imagens de satélite sugerem que o petróleo pode atingir os recifes de coral do arquipélago das Keys, no sul da Flórida, dentro dos próximos seis dias.

"Temos comprovação visual de que pelo menos o petróleo da superfície atingiu a corrente", disse Bertrand Chapron.

Os cientistas alertaram que a turbulenta corrente pode dificultar o monitoramento do avanço do petróleo nos próximos dias.

"A mancha de óleo pode deixar de aparecer na superfície, nos impedindo de segui-la com satélites, mas a poluição deve afetar os recifes marinhos e o ecossistema", disse Fabrice Collard.

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Bolas de piche

A Guarda Costeira americana disse que testes mostraram que bolas de piche encontradas na costa da Flórida não têm relação com o vazamento no Golfo do México.

A órgão disse não saber ao certo a procedência do piche.

Imagens liberadas pela petroleira britânica British Petroleum (BP), responsável pela limpeza da mancha, mostram petróleo e gás escapando em grandes quantidades do vazamento, no fundo do oceano, em uma erupção que lembra a de um gêiser.

O vazamento vem liberando milhares de barris de petróleo diariamente na região desde que a plataforma pegou fogo e afundou na costa do Estado da Louisiana, em 20 de abril, matando 11 trabalhadores.

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