Merkel pede leis mais duras para bancos e mercados financeiros

Angela Merkel
Image caption Merkel propôs uma série de medidas para regular o sistema financeiro

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu nesta quinta-feira um endurecimento nas leis que regulamentam bancos e mercados financeiros.

"Se vamos ter uma ordem global e um controle global, devemos nos entender", disse Merkel ao pedir que os países do G20 adotem uma estratégia comum mesmo que suas economias não tenham sido afetadas pela crise.

Merkel sugeriu ainda a adoção de uma série de medidas. A primeira é cobrança de impostos de instituições financeiras.

A segunda é que países da União Europeia sejam penalizados financeiramente e percam direito a voto se não controlarem seus orçamentos.

A chanceler alemã propôs ainda que sejam adotadas medidas coordenadas para suspender gradualmente os pacotes de ajuda criados durante a crise e, finalmente, que seja criada uma nova agência europeia de avaliação de crédito.

Mercados

Na quarta-feira, Merkel já havia afirmado que o euro está em perigo e que a Europa enfrenta seu maior teste "em décadas".

"O teste é existencial e precisa ser superado. Se o euro fracassar, a Europa fracassa. O euro está em perigo", disse a chanceler a parlamentares alemães, em uma tentativa de convencê-los a aprovar a participação do país no pacote de resgate financeiro à Grécia.

Merkel também aprovou na quarta-feira a proibição de uma operação financeira conhecida como "naked short-selling" - quando um investidor toma emprestado um ativo, sem oferecer garantias, para vendê-lo em seguida e recomprá-lo depois por um preço inferior.

A medida - criticada por outros países europeus por ter sido tomada unilateralmente - foi apontado como motivo para a queda dos mercados da região na quarta-feira.

Os principais mercados fecharam em queda nesta quinta. Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em baixa de 3,60%, o Nasdaq com queda de 4,11% e o SP 500, com depreciação de 3,90%. O índice britânico FTSE encerrou o dia com baixa de 1,65%, o CAC - de Paris - caiu 2,25%, o DAX - de Frankfurt - recuou 2,02% e o IBEX - de Madri - perdeu 1,13%.

A Bovespa fechou em queda pelo sexto dia consecutivo, baixa de 2,51%.

Em Paris, a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, negou nesta quinta-feira que o euro esteja em perigo. "O euro é uma moeda sólida e confiável. Eu absolutamente não penso que o euro esteja em perigo", disse.