Vulcão islandês que interrompeu voos reduz atividade

Cinzas do vulcão Eyjafjallajokul (17 de maio)
Image caption Cinzas vulcânicas afetam o setor aéreo europeu desde abril

Novas análises sugerem que o vulcão da Islândia que, com suas cinzas, interrompeu o tráfego aéreo por mais de um mês na Europa e até em partes do norte da África, mostrou sinais de queda em sua atividade.

Imagens de uma câmera detectora de calor, feitas na manhã deste domingo, indicam que a temperatura na cratera caiu para apenas 100º centígrados, de acordo com informações dadas por um vulcanologista.

Isto significa que o Eyjafjallajokull agora está produzindo vapor e não mais magma, de acordo com o cientista.

"O que posso confirmar é que a atividade na cratera parou", afirmou Magnus Gudmundsson à agência de notícias AFP. "Nenhum magma está subindo."

Mas, o cientista também afirmou que ainda é cedo demais para afirmar se a erupção está completamente encerrada.

A Agência de Meteorologia da Islândia afirmou que a atividade de erupção no vulcão era "mínima" e Iris Marelsdottir, da Agência de Proteção Civil, disse à agência de notícias AP que o vulcão estava "quieto".

As enormes nuvens de cinzas liberadas pelo vulcão foram responsáveis pela paralisação de milhares de voos na Europa durante os primeiros estágios da erupção e por semanas depois de seu início.

Interrupções

Magnus Gudmundsson afirmou que ainda será preciso muito tempo antes de afirmar com certeza que a erupção, que começou no dia 14 de abril, está encerrada.

O cientista lembrou que a erupção anterior no vulcão durou 13 meses, entre 1821 e 1823.

"Parou e começou de novo várias vezes com diferentes intervalos, então é difícil dizer, difícil dar um cronograma", acrescentou.

Gudmundsson também afirmou que é impossível dizer se o vulcão vizinho, e muito maior, o Katla, também terá uma erupção.

No ponto máximo de sua atividade, o Eyjafjallajokull enviou para a atmosfera nuvens de cinzas que fez com que as companhias aéreas cancelassem seus voos, pelo temor de que as cinzas pudessem entrar nos motores dos aviões.

Com isso a Europa viveu sua maior interrupção no tráfego aéreo desde a 2ª Guerra Mundial, que afetou pelo menos 10 milhões de passageiros no mundo todo.

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