Coreia do Sul quer denunciar Coreia do Norte na ONU

Parte do torpedo encontrada
Image caption Investigadores afirmam que escrita é igual a de outro torpedo norte coreano

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, deve anunciar a resposta de seu país ao naufrágio de um de seus navios de guerra, atribuído a um ataque da Coreia do Norte.

Seul deve referir o suposto ataque do navio Cheonan, que causou a morte de 46 marinheiros, ao Conselho de Segurança da ONU.

Outras medidas devem incluir a proibição de navios norte-coreanos em águas sul-coreanas.

Especialistas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália e Suécia disseram em um relatório, na semana passada, que o navio foi atingido por um torpedo.

Segundo o documento, partes do torpedo recuperadas no fundo do mar têm informações escritas em um tipo de letra encontrado em design norte-coreano.

A Coreia do Norte nega qualquer envolvimento no ataque ao navio, afirmando que o resultado da investigação é uma “fabricação” e ameaçando com uma guerra, se forem impostas sanções.

O governo americano disse que a Coreia do Norte deve sofrer consequências internacionais pelo incidente.

“O presidente vai anunciar... medidas, alguns para nós tomarmos, outras para serem tomadas com a cooperação internacional”, afirmou o porta-voz sul coreano Lee Dong-Kwan em um comunicado.

Ele vai definir o incidente como uma “clara provocação armada” da Coreia do Norte e revelar sua resolução de adotar ações “severas” contra o regime, disse ele.

“(O Presidente Lee) também vai mencionar um plano para levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU”, acrescentou.

Isso sugere que Seul deve pressionar por um acordo internacional endurecendo as existentes sanções contra a Coreia do Norte, afirma o correspondente da BBC em Seul, John Sudworth.

Outras medidas a serem anunciadas devem incluir exercícios militares contra ataques submarinos junto a forças americanas, perto da fronteira marítima.

Mas a ação militar não é vista como opção porque provocaria uma resposta da Coréia do Norte e poderia escalar para um conflito, afirmam analistas.

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