Doutorando em criminologia é suspeito de assassinar prostitutas

Montagem com as mulheres desaparecidas - Armitage, Blamires e Rushworth
Image caption Mulheres desapareceram em Bradford entre junho de 2009 e sexta passada

Um suposto estudante de doutorado em criminologia de 40 anos está sendo interrogado pela polícia britânica sob a suspeita de ser o autor de vários assassinatos de prostitutas na cidade de Bradford, no centro da Grã-Bretanha.

O homem em custódia – identificado como Stephen Griffiths, foi preso inicialmente sob a acusação de ter assassinado Suzanne Blamires, de 36 anos, vista pela última vez na última sexta-feira.

A polícia identificou nesta quinta-feira um corpo encontrado esquartejado no ínicio desta semana como sendo o de Blamires.

Ele também é suspeito pelas mortes de Shelley Armitage, de 31 anos, desaparecida desde 26 de abril, e de Susan Rushworth, de 43, que não é vista desde junho de 2009.

Os casos vinham chamado a atenção da mídia britânica, que os comparou ao caso de Peter Sutcliffe, condenado pelo assassinato de 13 prostitutas na mesma região entre 1975 e 1980. Sutcliffe ficou conhecido como “o estripador de Yorkshire”.

Corpo

O corpo de Blamires foi encontrado na terça-feira à tarde em um rio próximo à cidade. A suspeita sobre Griffiths teria sido levantada graças a imagens de câmeras de segurança obtidas durante a investigação realizada pela polícia da região de West Yorkshire.

Ele foi preso na segunda-feira, e deverá ser interrogado até a tarde desta quinta-feira. Com a ajuda de cães farejadores, a polícia tem realizado busca em vários edifícios da região que concentra a prostituição em Bradford.

Image caption Polícia tem feito buscas na região onde as mulheres trabalhavam

A polícia também investiga a possível ligação de Griffiths com o assassinato, em 2001, de Rebecca Hall, uma prostituta de 19 anos. Seu corpo foi encontrado na mesma região onde viviam Blamires e Armitage.

‘Misantropo’

Segundo a mídia britânica, Griffiths seria formado em psicologia e estaria estudando criminologia na Universidade de Bradford.

Os jornais dizem que ele tinha um perfil em uma rede social na internet, tirado do ar pela polícia, onde se descrevia como “o misantropo que levou o ódio ao inferno” (misantropo é quem tem aversão às pessoas).

O suspeito vivia sozinho em um apartamento num moinho convertido da cidade.

Ele foi descrito por vizinhos como um “solitário” obcecado com prostitutas.

De acordo com o diário The Times, ele costumava andar vestido com longos casacos negros de couro e óculos escuros e teria uma criação de ratos para alimentar lagartos de estimação.