Lista de entidades iranianas sob sanção ganha novos nomes

Reunião do Conselho de Segurança da ONU
Image caption Conselho de Segurança ampliou lista de entidades sob sanção

A quarta rodada de sanções contra o Irã, aprovada na quarta-feira, adiciona um indivíduo e 40 empresas ou outras instituições à lista dos que devem ter seus bens congelados no exterior.

A pessoa incluída na lista junta-se aos outros 40 nomes que sanções anteriores proibiam de viajar ao exterior.

A maior parte da lista é formada por indústrias de armamentos, outras empresas que abrigariam projetos militares e companhias de navegação.

Confira alguns dos novos nomes da relação:

Javad Rahiqi, cientista nuclear

Rahiqi é o chefe da Organização de Energia Atômica do Centro de Tecnologia Nuclear do Irã. Com a nova resolução, ele fica proibido de fazer viagens internacionais e terá seus bens congelados.

O cientista de 56 anos é formado em pela Universidade de Teerã e tem doutorado em física nuclear, pela Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Universidade de Malek Ashtar

Em seu site na internet, a universidade lista como suas prioridades o apoio científico a organizações industriais por meio de projetos de pesquisa alinhados com as solicitações dos clientes. Segundo a ONU, um desses maiores clientes é Guarda Revolucionária do Irã, a qual dirigiria o suposto programa nuclear militar do Irã.

Entre os pesquisadores da universidade estava Shahram Amiri, cientista desaparecido no ano passado. Conforme alguns relatos, ele teria sido sequestrado por forças americanas como forma de pressão contra o programa nuclear do país. Já uma reportagem da rede americana ABC News dá outra versão: o físico teria fugido para os Estados Unidos levando consigo informações sobre o programa militar iraniano.

Segundo relatos da mídia iraniana, a universidade também conduziu estudos para o desenvolvimento de submarinos.

De acordo com grupos da oposição iraniana no exílio, ainda teve papel chave no desenvolvimento de armas biológicas.

A universidade foi incluída na lista de entidades sob sanção por ter se recusado a permitir que funcionários da Agência Internacional de Energia Atômica, vinculada à ONU, entrevistassem seus funcionários e tiverem acesso a documentos com o objetivo de verificar se o Irã conduz mesmo um programa para desenvolvimento de armas nucleares.

First East Export Bank

Segundo a ONU, o banco, baseado na Malásia , é responsável por transações envolvendo milhões de dólares destinados a financiar "entidades nucleares, de mísseis e de defesa" do país.

O documento da ONU diz que o banco pertence a outro banco, o estatal iraniano Mellat, que está sob sanção do governo americano desde 2005, acusado de financiar operações para Organização de Energia Atômica do Irã.

O banco foi formado no início da década de 1980 com a fusão de 10 pequenos bancos após a Revolução Islâmica.

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