Entenda como funciona a busca de petróleo em águas profundas

Em busca das últimas reservas de petróleo do planeta, as companhias petrolíferas nunca antes atuaram tão longe da costa e da superfície. Antes inviável economicamente, a exploração em águas profundas ganhou fôlego com aumento do preço das cotação do petróleo em 2006 e 2008.

Agora, porém, o presidente americano Barak Obama afirmou que o vazamento de petróleo no Golfo do México terá impacto duradouro nas políticas ambientais, o que pode incluir a intensificação da busca de fontes alternativas de energia.

O Mineral Management Service, ligado ao governo dos Estados Unidos, contabilizava, em 2008, a existência de 31 estruturas para extração de petróleo em águas profundas no Golfo do México, em comparação com apenas três em 1992. Em 2008, as águas do Golfo do México ganharam sete novos projetos do gênero – entre eles, o campo de Thunder House, atualmente responsável pela maior produção da região.

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A exploração avança também em outras partes do mundo, sobretudo no chamado Triângulo Dourado, formado pelo Golfo do México e as costas do Brasil e do Oeste da África, na Nigéria e em Angola.

Entre as maiores reservas em águas profundas descobertas nos últimos anos estão os campos de Tupi e Júpiter, na Bacia de Santos, no Rio de Janeiro. Ainda na América do Sul, teve início no começo do ano a extração de petróleo nas Malvinas – operação até então considerada economicamente inviável pelo fato de o petróleo estar distante demais da superfície.

Tecnologia

Além das cotações favoráveis, os avanços tecnológicos também incentivam a busca de petróleo em águas cada vez mais profundas.

As companhias petrolíferas agora têm condições de realizar a extração nas chamadas águas ultraprofundas, a mais de 500 metros da superfície – como era o caso da operação da plataforma da BP que explodiu no Golfo do México no último dia 20.

Segundo avaliação da Exxonmobil – empresa que se diz a maior do mundo em exploração de águas profundas –, apenas metade das reservas do gênero conhecidas é explorada. A empresa espera que, nos próximos anos, parte substancial de seu faturamento venha do petróleo extraído a grande profundidade.

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